Sem adaptação, desastres na saúde serão inevitáveis, alerta Greenpeace
Sem adaptação, desastres na saúde alerta Greenpeace

Alerta global sobre impactos na saúde

O diretor executivo do Greenpeace Internacional, Mads Christensen, afirmou que, sem medidas de adaptação às mudanças climáticas, o mundo enfrentará desastres na saúde. A declaração foi dada durante a divulgação de um relatório que aponta a necessidade urgente de ações para mitigar os efeitos do aquecimento global.

Relatório destaca vulnerabilidades

O documento, intitulado 'Saúde em Risco', revela que 80% das cidades globais não possuem planos de adaptação para eventos climáticos extremos. Segundo Christensen, 'as ondas de calor, enchentes e secas já estão cobrando um preço alto em vidas humanas'. O estudo também mostra que doenças como dengue e malária estão se espalhando para regiões antes livres delas.

Impactos imediatos e futuros

Christensen destacou que, em 2025, mais de 100 mil mortes prematuras foram atribuídas à poluição do ar agravada pelas mudanças climáticas. 'Os sistemas de saúde pública estão sobrecarregados. Precisamos de investimento em infraestrutura resiliente e em sistemas de alerta precoce', afirmou. O relatório pede que os governos tripliquem os fundos para adaptação até 2030.

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Papel dos países ricos

O líder do Greenpeace também criticou os países desenvolvidos por não cumprirem as promessas de financiamento climático. 'Os países mais pobres são os mais afetados e têm menos recursos para se adaptar. Isso é uma injustiça climática', disse. O relatório sugere que, sem ação coordenada, os custos com saúde podem aumentar em até 50% nas próximas décadas.

Chamado à ação

Christensen concluiu que a adaptação não é opcional: 'Estamos vendo os sinais. Se não agirmos agora, os desastres na saúde serão inevitáveis e devastadores'. O Greenpeace planeja pressionar os líderes mundiais na próxima COP30, no Brasil, para que assumam compromissos concretos.

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