Médica é presa na Polônia após 34 fetos serem encontrados em jardim
Médica presa na Polônia após descoberta de 34 fetos em jardim

Na Polônia, uma médica de 57 anos foi presa após a descoberta de 34 fetos enterrados no jardim de sua antiga residência. O caso ocorre em meio a rígidas leis de aborto no país e levanta suspeitas de que a profissional utilizava os fetos para experimentos.

Descoberta durante obras

Os restos mortais foram encontrados por acaso, quando o imóvel passava por reformas. Os trabalhadores encontraram resíduos médicos enterrados no jardim e acionaram a polícia. As autoridades então realizaram uma perícia no local e confirmaram a presença de 34 fetos.

Investigação e acusações

A médica, identificada como Magdalena H., foi detida na última sexta-feira e teve a prisão preventiva decretada por três meses. Ela é acusada de vilipêndio a cadáver e gestão inadequada de resíduos perigosos. A polícia investiga se ela realizava experimentos não autorizados com os fetos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Segundo as autoridades, a médica pode pegar até 12 anos de prisão se for condenada. O caso gerou comoção na Polônia, onde o aborto é legal apenas em casos de estupro, incesto ou risco à vida da mãe, e qualquer manipulação de fetos é tratada com rigor.

Contexto legal

A Polônia possui uma das leis de aborto mais restritivas da Europa. Desde 2020, a interrupção da gravidez é praticamente proibida, exceto em situações extremas. Isso torna o caso ainda mais sensível, pois qualquer uso de fetos para experimentos é visto como uma violação grave da ética médica e da lei.

A investigação continua para determinar a origem dos fetos e se a médica agiu sozinha ou com cúmplices. Enquanto isso, a comunidade médica polonesa aguarda os desdobramentos do caso, que pode ter implicações na regulamentação de pesquisas com material fetal no país.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar