A candidata conservadora Keiko Fujimori obteve a maioria dos votos dos eleitores peruanos residentes no Brasil e, ao mesmo tempo, assumiu uma vantagem mínima sobre o adversário Roberto Sánchez na reta final da apuração presidencial no Peru.
Com cerca de 98% das urnas processadas, Keiko aparecia com 50,002% dos votos válidos, contra 49,998% de Sánchez. A diferença entre os dois candidatos era de apenas 561 votos, mantendo o resultado em aberto.
Enquanto a contagem seguia no Peru, os números da votação realizada em cidades brasileiras mostraram vantagem consistente da candidata do partido Força Popular. No total da votação realizada no Brasil, com quase 98% das urnas apuradas, Keiko acumulava 55,3% dos votos, enquanto Sánchez registrava 44,6%.
Disputa segue indefinida
Apesar da pequena vantagem na contagem nacional, nenhum dos candidatos se declarou vencedor. Após a divulgação dos números preliminares, Keiko afirmou que o país ainda teria “dias longos pela frente” até a conclusão da apuração. Sánchez, por sua vez, classificou o cenário como um empate técnico e pediu cautela aos apoiadores.
As pesquisas de boca de urna e as contagens rápidas divulgadas após o fechamento das seções eleitorais já indicavam uma disputa extremamente equilibrada, sem apontar um favorito claro.
A eleição repete um padrão recente da política peruana. Nas duas últimas disputas presidenciais, Keiko Fujimori também chegou à reta final em cenários definidos por diferenças mínimas. Em 2021, ela foi derrotada por Pedro Castillo por apenas 0,26 ponto percentual. Cinco anos antes, perdeu para Pedro Pablo Kuczynski por uma margem ainda menor, de 0,24 ponto percentual.
Com pouco mais de 98% das urnas contabilizadas, Keiko somava 9.032.653 votos, enquanto Roberto Sánchez registrava 9.032.092 votos.



