O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a entrada do Brasil em um acordo comercial com Estados Unidos, México e Canadá, inspirado no antigo Nafta, durante reuniões em Washington. A proposta, chamada por ele de 'AFTA' (Acordo de Livre Comércio das Américas), surge uma semana após o governo americano, liderado por Donald Trump, abandonar a renovação automática do USMCA, acordo que substituiu o Nafta em 2020.
Detalhes da proposta
Em entrevista à imprensa, Flávio afirmou que a integração brasileira poderia atrair investimentos e criar uma zona de livre comércio robusta. 'O Brasil não pode ficar de fora desse movimento. Precisamos de um acordo que reduza tarifas e burocracias, beneficiando nossos produtos e gerando empregos', declarou o senador. A proposta foi apresentada a parlamentares e representantes comerciais americanos.
Contexto do USMCA
O USMCA, que substituiu o Nafta em 2020, passou por revisões anuais desde que Trump assumiu novamente a presidência. A decisão de não renovar automaticamente o acordo gerou incertezas entre os países membros. Flávio vê nessa brecha uma oportunidade para o Brasil negociar sua adesão. 'O momento é favorável para mostrarmos nossa relevância econômica', disse.
Pautas adicionais
Além do acordo, Flávio pleiteou o cancelamento de tarifas sobre produtos brasileiros, como aço e alumínio, que foram alvo de sobretaxas americanas. Ele também destacou a importância do sistema de pagamentos Pix, sugerindo sua adoção como modelo para transações comerciais entre os países. 'O Pix é um exemplo de inovação brasileira que pode facilitar o comércio', argumentou.
Impactos esperados
Segundo o senador, a entrada no USMCA poderia aumentar as exportações brasileiras em até 15% nos primeiros anos, segundo estimativas de consultorias ouvidas por ele. 'Estamos falando de bilhões de dólares em novos negócios', afirmou. A proposta, no entanto, depende de negociações com os três países e de aprovação no Congresso brasileiro.



