Associações brasileiras planejam contestar na próxima semana em Washington a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, apresentada pelo Representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer. As entidades argumentam que a medida aumentará os custos para consumidores e empresas americanas, impactando negativamente o emprego e os investimentos nos Estados Unidos.
Entidades se mobilizam contra tarifaço
Entre as organizações que devem participar das reuniões em Washington estão a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Empresas como WEG e Bauducco também estarão representadas, destacando o impacto econômico adverso e a integração das cadeias produtivas entre os dois países.
Segundo a Abimaq, a tarifa de 25% não tem justificativa técnica e fere acordos comerciais bilaterais. A CNI reforça que a medida pode levar a retaliações e prejudicar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Impacto para consumidores americanos
As associações pretendem mostrar que o tarifaço vai prejudicar diretamente os americanos, elevando preços de produtos importados e reduzindo a competitividade das empresas que dependem de insumos brasileiros. Dados da CNI indicam que o comércio bilateral movimenta bilhões de dólares anualmente, e a tarifa pode reduzir significativamente esse fluxo.
O presidente da Abimaq afirmou: "Vamos demonstrar que essa tarifa é injustificada e prejudicial para ambos os países. Os consumidores americanos pagarão mais caro por produtos de qualidade".
Próximos passos
O presidente Donald Trump decidirá se aceita a recomendação de Greer. As associações esperam que os argumentos apresentados convençam o governo americano a recuar da proposta. A reunião está marcada para a próxima semana, e as entidades já preparam documentos e estudos de impacto.



