Julie, a última elefanta de circo em Portugal, encontrou um novo lar após quatro décadas de cativeiro. Ela é a primeira moradora do primeiro santuário de elefantes da Europa, onde poderá viver em um ambiente que replica seu habitat natural.
Uma nova vida após 40 anos
Julie passou 40 anos se apresentando em circos, muitas vezes realizando truques como colocar as pernas nas costas de outro elefante, Samba. Agora, aos 40 e poucos anos, ela foi transferida para o Santuário de Elefantes de Pangea, localizado em Portugal.
O santuário, que cobre uma área de 20 hectares, foi projetado para oferecer condições semelhantes ao habitat natural dos elefantes, com espaço para caminhar, pastar e interagir socialmente. Julie é a primeira residente, mas o santuário planeja receber mais elefantes resgatados de circos e zoológicos em toda a Europa.
O impacto do cativeiro
Elefantes em circos frequentemente sofrem de problemas físicos e psicológicos devido ao confinamento e aos treinos forçados. Julie, por exemplo, apresentava sinais de estresse e comportamentos repetitivos, comuns em animais mantidos em cativeiro por longos períodos.
De acordo com a organização Pangea, responsável pelo santuário, Julie agora terá a oportunidade de se recuperar e viver com dignidade. "Julie é um símbolo da mudança que precisamos ver na forma como tratamos os animais", afirmou um representante da Pangea.
O primeiro santuário de elefantes da Europa
O Santuário de Elefantes de Pangea é o primeiro do tipo na Europa, oferecendo um refúgio para elefantes que passaram a vida em circos ou zoológicos. O local conta com lagos, áreas de vegetação nativa e abrigos naturais, permitindo que os animais se adaptem gradualmente a uma vida mais livre.
A criação do santuário reflete uma tendência crescente na Europa de proibir o uso de animais selvagens em circos. Portugal, por exemplo, aprovou uma lei em 2018 que proíbe a utilização de animais selvagens em circos, com um período de transição que permitiu que Julie fosse realocada.
O futuro de Julie
Agora, Julie pode explorar seu novo ambiente sem pressões. Os cuidadores do santuário monitoram sua adaptação, que inclui aprender a forragear e socializar com outros elefantes que chegarão em breve. A expectativa é que ela viva por mais 20 a 30 anos, agora em condições adequadas.
"Julie representa a esperança de que todos os animais de circo possam um dia ter uma vida digna", concluiu o representante da Pangea. O santuário espera inspirar iniciativas semelhantes em outros países.



