O bem-estar surge como a nova ostentação entre as gerações mais jovens e ricas no Brasil, impulsionando o mercado de wellness premium. Marcas investem em comunidades de consumo baseadas em estilos de vida saudáveis, refletindo uma mudança de status social, agora associado a rotinas de saúde e bem-estar.
De acordo com dados do setor, a economia do bem-estar deve crescer 35% de 2019 a 2024, atingindo US$ 9,8 trilhões até 2029. Esse crescimento é impulsionado por uma mudança de comportamento, onde o pertencimento a comunidades saudáveis se torna um novo símbolo de status.
Comunidades de consumo e pertencimento
Marcas como a Live! têm patrocinado eventos para a prática coletiva de exercícios, criando uma lógica de comunidade para reter consumidores. A ideia é criar ecossistemas de consumo que vão além do produto, oferecendo experiências que promovem um estilo de vida saudável.
Segundo especialistas, o bem-estar deixou de ser apenas uma preocupação individual para se tornar um marcador social. "O que vemos é uma nova forma de ostentação, onde exibir uma rotina de cuidados com a saúde e o corpo é tão valorizado quanto possuir bens materiais", afirma um analista de mercado.
Impacto no mercado premium
O setor de wellness premium tem se beneficiado dessa tendência, com academias de alto padrão, spas, retiros de bem-estar e produtos orgânicos ganhando destaque. Empresas estão investindo em experiências exclusivas, como aulas de yoga com personalidades famosas e programas de nutrição personalizados.
O crescimento do mercado também reflete uma maior conscientização sobre saúde mental e física, especialmente entre os jovens. "A pandemia acelerou essa busca por bem-estar, e agora vemos uma geração disposta a gastar mais para ter acesso a um estilo de vida saudável e exclusivo", completa o especialista.



