Romário, ex-jogador da seleção brasileira, manifestou preocupação com a lesão de Neymar, comparando-a à que sofreu em 1998 e que o tirou da Copa do Mundo da França. Em declarações contundentes, o campeão mundial de 1994 criticou a falta de paciência da comissão técnica da época e pediu que o tratamento com o atual craque seja diferente.
Lesão semelhante e lembranças dolorosas
Romário relembrou que, em 1998, sofreu uma lesão na panturrilha direita e foi cortado do Mundial, mesmo acreditando que poderia se recuperar a tempo. "Fiquei muito puto por não ter ido. Não desejo aquilo que fizeram comigo nem para o meu pior inimigo", desabafou. O ex-atacante afirmou que se dedicou intensamente à recuperação, mas a comissão técnica não confiou em sua palavra. "Provei que estava certo: logo depois do jogo das quartas de final, contra a Dinamarca, já estava em campo pelo Flamengo e fiz gol contra o Inter."
Tecnologia a favor da recuperação
Romário destacou que, se em 1998 conseguiu se recuperar em menos de um mês com a ajuda de um fisioterapeuta de confiança, hoje, com computadores, inteligência artificial e equipamentos modernos, a recuperação pode ser ainda mais rápida. "Eu fazia fisioterapia três vezes ao dia, ralava nos exercícios na piscina e nos poucos aparelhos da época. Hoje, tem tecnologia de ponta." Ele também lembrou que foi um dos pioneiros a apostar na fisioterapia intensiva no futebol, algo que não existia na seleção em 1990.
Previsão otimista para Neymar
O ex-jogador acredita que Neymar terá tempo suficiente para se recuperar e jogar a Copa. "Ele deve ficar fora dos dois amistosos preparatórios, mas a primeira fase é suave. Só Marrocos assusta, depois Haiti e Escócia. Podem se classificar três do mesmo grupo. Até o primeiro jogo da segunda fase, teria ainda um mês ou mais." Romário finalizou: "Não sou médico, mas ele ainda poderá ser muito útil à seleção, como infelizmente eu não pude ser em 1998."



