O Canadá deu um passo significativo na proteção de crianças e adolescentes ao apresentar um projeto de lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida, anunciada pelo ministro da Cultura, Marc Miller, tem como objetivo principal resguardar a saúde mental dos jovens diante dos riscos associados ao ambiente digital.
Segurança infantil como prioridade
Durante o anúncio, Marc Miller enfatizou que a segurança das crianças não pode ser tratada como uma consideração secundária. Ele destacou os perigos dos conteúdos online, como exposição a material impróprio, cyberbullying e pressão social, que podem afetar negativamente o desenvolvimento psicológico dos menores.
Apoio da ministra da Saúde
A ministra da Saúde, Marjorie Michel, reforçou a posição do governo ao afirmar que as redes sociais e as inteligências artificiais têm contribuído para o aumento de casos de ansiedade e depressão entre os jovens. Segundo ela, a proposta é uma resposta necessária a uma crise de saúde pública que exige ação imediata.
Posição da ONU
A Organização das Nações Unidas (ONU) também se manifestou sobre o tema, alertando que apenas proibir o acesso não é suficiente. A entidade defende que as plataformas digitais devem ser projetadas para serem seguras desde a concepção, com mecanismos eficazes de proteção à infância e à adolescência.
Contexto internacional
O Canadá segue uma tendência global de regulamentação do uso de redes sociais por menores. Países como França e Austrália já implementaram medidas semelhantes, enquanto outros, como os Estados Unidos, debatem projetos de lei nesse sentido. A iniciativa canadense reforça o debate sobre o equilíbrio entre liberdade digital e proteção infantil.
A proposta agora segue para análise no Parlamento, onde deverá passar por comissões e votação antes de se tornar lei. Enquanto isso, especialistas em direito digital e saúde mental continuam a discutir os impactos e a eficácia de tais restrições.



