Ana Cristina lidera Brasil no vice da VNL; foco em Los Angeles
Ana Cristina lidera Brasil no vice da VNL; foco em Los Angeles

A Seleção Brasileira feminina de vôlei conquistou o quinto vice-campeonato na história da Liga das Nações (VNL) ao ser superada pela Turquia por 3 sets a 1, neste domingo (26), em decisão marcada pela atuação destacada da ponteira Ana Cristina. Apesar da derrota, a equipe brasileira mostrou resiliência e já projeta os próximos desafios, com foco no Campeonato Sul-Americano e nas Olimpíadas de Los Angeles 2028.

Ana Cristina: retorno triunfal e números expressivos

Maior pontuadora do Brasil em toda a VNL, com 256 pontos, Ana Cristina voltou a vestir a camisa verde-amarela após passar por uma segunda cirurgia no menisco do joelho esquerdo, lesão sofrida durante a edição de 2025. Na final, a ponteira de 22 anos foi novamente a principal referência ofensiva, marcando 25 pontos diante da forte defesa turca. Nos três jogos decisivos (quartas contra o Japão, semifinal contra a Itália e final), acumulou quase 80 pontos, coroando sua recuperação.

“Estou muito feliz, apesar da derrota. Muito feliz por ter voltado, por ter tido o apoio das minhas amigas para voltar mais forte, por ter tido também o apoio da seleção, me fortalecendo a cada passo da minha recuperação, para que a gente pudesse chegar aqui hoje. Vamos para cima, continuar lutando, continuar evoluindo a cada dia para, no final, dar o nosso melhor”, afirmou Ana Cristina, que finalizou o torneio como a quinta maior pontuadora geral.

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Orgulho e valorização da prata

Apesar do gosto amargo do vice-campeonato, Ana Cristina fez questão de destacar o sentimento de orgulho pelo trabalho coletivo. “O sentimento é de orgulho por tudo que a gente está construindo. Até mesmo de mim mesma, mas de todas as meninas. Não é fácil estar aqui, não é fácil se sacrificar todos os dias para estar aqui, sentir dores e superar essas dores. Então, é claro que a gente não está feliz por ter perdido o jogo, mas a gente tem que aprender a valorizar o que é uma medalha de prata, o que é acordar todos os dias e dar o nosso melhor”, disse.

A ponteira também deixou claro o objetivo futuro: “Infelizmente a medalha de ouro não veio, mas a gente vai continuar trabalhando. Trabalhar é a nossa vida. Vamos continuar trabalhando duro para que a gente possa chegar lá, conquistar esse ouro para o Brasil, ser campeã sul-americana agora, que é o nosso principal foco neste momento, porque essa competição classifica a gente para as Olimpíadas”.

Júlia Bergmann e a campanha histórica

Segunda maior pontuadora do Brasil na VNL, Júlia Bergmann também celebrou a trajetória da equipe, que incluiu duas vitórias consecutivas sobre a Itália, encerrando uma sequência de 39 jogos de invencibilidade das atuais campeãs olímpicas. “Foi uma campanha maravilhosa. Muito longa, muito cansativa, mas eu acho que a gente lutou do começo ao final. Tenho muito orgulho do crescimento do time nesse tempo todo. Lógico que a gente queria ter trazido o ouro pra casa, pro Brasil, mas é um passo para as Olimpíadas de Los Angeles. Agora é focar no descanso, é focar na preparação para o Sul-Americano, pra gente buscar essa vaga para as Olimpíadas”, afirmou ao repórter José Renato Ambrósio.

Rosamaria e o nível da competição

Titular na final, Rosamaria teve uma crescente ao longo do torneio e destacou a importância de manter o foco total. “Fica o aprendizado de que o nosso time, quando joga a 110%, pode ganhar de qualquer equipe. E, se a gente jogar abaixo disso, a gente perde para qualquer time também. Então, a gente tem que estar 100% focado o tempo inteiro, porque o nível está muito alto, as equipes estão muito parelhas. Está muito bonito de ver. E eu acho que a gente viu muita atitude legal no jogo de ontem e no jogo de hoje. Apesar da derrota, a gente sai frustrada, mas tem muitas coisas boas que eu acho que a gente pode aprender com esse jogo”, analisou.

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Nova geração ganha experiência

Rosamaria também ressaltou o desempenho de jovens atletas como Helena e Luiza, esta última uma central de 21 anos que terminou o torneio com 22 pontos de bloqueio. “É difícil falar neste momento, fazer uma análise assim, mas muitas meninas novas estão ganhando experiência dentro de quadra, vivendo esses momentos difíceis, porque elas têm que passar por esses momentos. E a gente também, como grupo, está aprendendo a lidar com isso. Acho que fica esse aprendizado: a gente precisa treinar a 110%, jogar a 110% e acreditar até o fim”, concluiu.

Com a prata na VNL, a seleção brasileira agora volta as atenções para o Campeonato Sul-Americano, que vale vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A campanha na Liga das Nações, apesar do resultado final, consolidou o projeto de renovação e mostrou que o Brasil tem potencial para brigar pelo ouro no futuro.