Seleção brasileira tem dois barbeiros craques no Qatar
Seleção brasileira tem dois barbeiros craques no Qatar

Neste sábado (27), a seleção brasileira completou um mês reunida para a Copa do Mundo. Deu tempo de fazer barba, cabelo e bigode – literalmente. Todo convocado traz vivo na memória o momento em que vestiu a amarelinha. "Foi em fevereiro de 2022, Brasil x Paraguai. Nunca vou esquecer a primeira vez", afirma Yuri Alexandre, barbeiro. Hoje em dia, os movimentos revelam a experiência de um craque.

Barbeiros da seleção

"Fomos para 2018, na Rússia, Copa América de 2019, no Rio de Janeiro, depois 2022, no Catar", diz Everson Perninha, também barbeiro. O talento deles não é com a bola no pé. Yuri e Perninha abriram as portas da Copa do Mundo com as próprias mãos. "Da safra antiga até essa nova, a gente atendeu pelo menos uns 40 jogadores diferentes da seleção brasileira", comenta Perninha. Os jogadores nem precisam sair do hotel. A seleção brasileira dos barbeiros está na Copa, e o cabelo do time está na régua.

Precisão e moda

Assim como o jogador se orgulha do passe perfeito, o troféu do barbeiro é a precisão milimétrica do corte. As decisões que eles tomam nessa cadeira viram moda nas barbearias do Brasil inteiro e até do mundo. "O Vini deu uma mudada. O moicano dele era mais fechado, hoje a gente faz um pouquinho mais aberto aqui pra dar um volume um pouco nas laterais", conta Yuri. "O Neymar gosta do rosto um pouco mais fino. Ele faz aquele freestyle na parte de trás, com aquele formato de V", afirma Perninha.

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Ancelotti também aderiu

Carlo Ancelotti também se rendeu ao talento das tesouras brasileiras. Na barbearia, até o Mister veste o manto sagrado. "A primeira vez que ele cortou, comentou que a família dele gostou, a esposa dele gostou. Ele falou: 'Contigo eu não mudo mais'", conta Yuri. Mudar o corte é uma decisão e tanto, que vai muito além da estética. "É como um ritual", afirma Yuri. "Ele vai fazer o mesmo corte, ou vai cortar no mesmo horário. É aquela superstição antiga", diz Perninha.

O corte cascão de Ronaldo

Mas é impossível falar de cabelo e Copa do Mundo sem voltar no tempo até 2002. O corte cascão do Ronaldo Fenômeno foi tão marcante que tá na memória até de quem nem era nascido. "Não sei se vão ter essa coragem...", diz Yuri. "Acho que alguns têm até coragem de fazer. Se vai ficar bom é uma outra história", analisa Perninha. O que é indiscutível é a sorte que aquele cabelo deu. Mas vamos mudar de assunto. Afinal, ninguém aqui está fazendo pressão.

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