Rodrigo Caetano, diretor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), afirmou que a experiência e a continuidade de Carlo Ancelotti são fundamentais para um ciclo mais tranquilo rumo à Copa do Mundo de 2030. Em entrevista, ele avaliou a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa de 2026 contra a Noruega e projetou os próximos passos.
Eliminação precoce e potencial desperdiçado
Caetano reconheceu que a seleção tinha condições de avançar mais no torneio. "Mas dava pra classificar", disse ele, referindo-se à possibilidade de passar da fase de grupos com mais folga e evitar o confronto precoce com a Noruega. O diretor destacou que o desempenho nas Eliminatórias e na Copa América será crucial para renovar o grupo e ajustar a equipe.
Permanência de Ancelotti como pilar
O dirigente colocou como essencial a permanência do técnico Carlo Ancelotti. "A continuidade do trabalho é o que vai nos dar a estabilidade necessária para 2030", afirmou. Ancelotti, que assumiu a seleção em 2024, tem contrato até o fim do próximo ciclo, e a CBF já trabalha para estender o vínculo.
Foco em 2030 e renovação do elenco
Caetano projetou um ciclo "mais calmo" para 2030, com menos turbulências internas e mais planejamento. "Precisamos de boas atuações nas Eliminatórias e na Copa América para testar novos jogadores e dar ritmo ao time", explicou. A ideia é mesclar juventude e experiência, mantendo a base que disputou o Mundial de 2026.
Críticas e desafios
Apesar do otimismo, Caetano reconheceu que a pressão por resultados imediatos é grande. "A torcida quer títulos, e temos que entregar. Mas construir uma equipe vencedora leva tempo", ponderou. Ele também destacou a importância de melhorar a estrutura da CBF e a preparação dos atletas para competições de alto nível.



