O árbitro somali Omar Artan, de 34 anos, foi impedido de entrar nos Estados Unidos quando viajava para integrar a equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026. Ele passou 11 horas detido no aeroporto de Miami e foi deportado para a Turquia. O governo do presidente Donald Trump afirmou que Artan foi barrado por suspeita de ligação com terrorismo, mas não apresentou evidências concretas.
Detalhes do incidente
Segundo informações divulgadas pelo governo americano, Omar Artan foi submetido a interrogatórios e revistas durante a detenção. As autoridades alegaram ter encontrado informações que o tornavam inelegível para entrar no país, mas não especificaram a natureza dessas informações. Artan, que já atuou em competições internacionais, incluindo partidas da seleção do Gabão, teve seu visto negado e foi deportado.
Reações e contexto
O caso ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias dos Estados Unidos sob a administração Trump. A Fifa, entidade máxima do futebol mundial, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. A comunidade esportiva internacional demonstrou surpresa e preocupação com a situação, destacando que Artan é um profissional respeitado e sem histórico de envolvimento com atividades ilícitas.
Omar Artan aplica cartão amarelo em Denis Bouanga, da seleção do Gabão, em partida anterior. A imagem ilustra a atuação do árbitro em competições oficiais. A deportação de Artan levanta questões sobre a segurança e a burocracia nos processos de entrada de estrangeiros nos EUA, especialmente em eventos de grande porte como a Copa do Mundo.



