O presidente da Federação Sul-Coreana de Futebol (KFA), Chung Mong-gyu, renunciou ao cargo neste domingo, 5 de julho de 2026, após 13 anos à frente da entidade. A decisão ocorre dias depois da saída do técnico da seleção principal, Hong Myung-bu, e em meio à forte crise gerada pela eliminação precoce da Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026.
Renúncia e responsabilidade
Em comunicado oficial, Chung Mong-gyu afirmou que assume a responsabilidade pelos erros de gestão que levaram ao fraco desempenho da equipe no torneio. “A eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo foi um grande golpe para o futebol sul-coreano. Como presidente, devo arcar com as consequências e abrir espaço para uma nova liderança”, declarou.
A Coreia do Sul foi eliminada ainda na primeira fase da competição, com apenas uma vitória e duas derrotas, o que gerou forte pressão da torcida e da mídia local. A KFA vinha sendo criticada por decisões administrativas e pela falta de renovação no comando técnico.
Saída de Hong Myung-bu
Dias antes, o técnico Hong Myung-bu também havia deixado o cargo, após três anos no comando. Hong, que já havia treinado a seleção na Copa de 2014, não conseguiu repetir o desempenho esperado e foi alvo de críticas pela escalação e estratégia adotadas.
Com as duas saídas, a federação agora busca uma reformulação completa. “Precisamos de novas ideias e de uma gestão mais profissional para recuperar a confiança dos torcedores e recolocar a Coreia do Sul entre as potências do futebol asiático”, disse um porta-voz da KFA.
Legado de Chung Mong-gyu
Chung Mong-gyu, que também é empresário e filho do fundador do grupo Hyundai, assumiu a presidência da KFA em 2013. Durante sua gestão, a Coreia do Sul sediou a Copa do Mundo Sub-20 em 2017 e conquistou a medalha de ouro nos Jogos Asiáticos de 2014 e 2018. No entanto, o desempenho da seleção principal em Copas do Mundo foi irregular: oitavas de final em 2014 e 2022, e fase de grupos em 2018 e 2026.
A renúncia marca o fim de um ciclo de 13 anos, e a federação já iniciou o processo de sucessão. O novo presidente será eleito em assembleia extraordinária nos próximos meses.
Impacto no futebol sul-coreano
A crise na KFA reflete um momento de transição no futebol do país. Além da seleção principal, as categorias de base também têm enfrentado dificuldades para se manter competitivas no cenário asiático. Especialistas apontam que a reformulação da gestão é urgente para evitar um declínio ainda maior.
“A saída de Chung pode ser o primeiro passo para uma renovação necessária. O futebol sul-coreano precisa de mais transparência e planejamento de longo prazo”, avaliou o analista esportivo Kim Jae-won.
A expectativa é que o novo presidente da KFA seja anunciado ainda em 2026, com a missão de reconstruir a imagem da entidade e preparar a seleção para as próximas competições, incluindo a Copa da Ásia de 2027.



