Nova regra de impedimento de Wenger testada no Canadá
Nova regra de impedimento em teste no Canadá

A proposta de nova regra de impedimento do lendário técnico Arsène Wenger, atualmente em fase de testes no futebol canadense, promete revolucionar a forma como o jogo é interpretado. De acordo com a nova interpretação, um jogador só será considerado em posição de impedimento se todo o seu corpo — e não apenas uma parte — estiver à frente do último defensor. A mudança, que visa favorecer o ataque e aumentar o número de gols, teria impacto direto em lances polêmicos da Copa do Mundo de 2022, como os gols anulados de Davinson Sánchez (Colômbia) e Shoja Khalilzadeh (Irã).

Como funciona a nova regra?

Atualmente, a regra de impedimento considera que um jogador está em posição irregular se qualquer parte do corpo com a qual possa marcar um gol (cabeça, tronco ou pés) estiver além da linha do penúltimo defensor. Na proposta de Wenger, a linha é traçada de forma mais generosa: o atacante só é penalizado se seu corpo inteiro ultrapassar o último defensor. Isso significa que lances milimétricos, que antes resultavam em impedimento, agora seriam considerados legais.

Impacto em jogos da Copa do Mundo

Simulações feitas por analistas indicam que, se a nova regra estivesse em vigor na Copa do Mundo de 2022, pelo menos dois gols anulados teriam sido validados. O primeiro foi o gol de Davinson Sánchez, da Colômbia, contra a Inglaterra, nas oitavas de final. Na ocasião, o impedimento foi marcado por uma questão de centímetros. O segundo foi o gol de Shoja Khalilzadeh, do Irã, contra Portugal, na fase de grupos, também anulado por impedimento milimétrico. Em ambos os casos, o corpo do atacante não estava completamente à frente do defensor, o que tornaria o gol válido pela nova regra.

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Resistência de órgãos reguladores

Apesar do entusiasmo de Wenger e de alguns setores do futebol, a proposta enfrenta forte resistência. A International Football Association Board (Ifab), responsável pelas regras do jogo, e a Uefa manifestaram ceticismo quanto à mudança. Críticos argumentam que a nova regra poderia beneficiar excessivamente os atacantes, desequilibrando o jogo. “A regra atual já é clara e justa. Mudá-la poderia gerar mais confusão e menos gols de qualidade”, afirmou um porta-voz da Ifab em comunicado recente.

Testes no Canadá

O Canadá tornou-se o laboratório da nova regra. A liga canadense adotou a proposta de Wenger em caráter experimental em partidas sub-20 e em algumas competições regionais. Os primeiros resultados indicam um aumento no número de gols e menos interrupções para análise de impedimento, mas ainda é cedo para conclusões definitivas. A expectativa é que os testes se estendam até o fim de 2026, antes de uma possível recomendação para adoção global.

O que esperar para o futuro?

Se a regra for aprovada, pode representar a maior mudança tática no futebol desde a introdução do VAR. Wenger, que atua como chefe de desenvolvimento global da FIFA, defende que a alteração tornará o jogo mais ofensivo e emocionante. “O futebol precisa evoluir. A regra atual pune demais os atacantes e tira a beleza do jogo”, declarou Wenger em entrevista. Enquanto isso, a comunidade futebolística acompanha de perto os testes no Canadá, que podem definir o futuro da lei de impedimento.

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