A seleção da Noruega trocou 681 passes contra o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, superando o número de passes realizados contra Estônia e Moldávia durante as Eliminatórias Europeias. A partida, disputada em 5 de julho, terminou com a eliminação brasileira por 2 a 0, com dois gols de Erling Haaland.
Domínio de passes e posse de bola
De acordo com dados oficiais da FIFA, a Noruega teve 91% de acerto nos passes, enquanto o Brasil, sob comando do técnico Carlo Ancelotti, registrou sua menor posse de bola em Copas do Mundo, com apenas 34%. O domínio escandinavo no meio-campo foi evidente, com a equipe trocando passes de forma consistente e mantendo o controle do jogo.
“Foi uma atuação tática perfeita. Controlamos o jogo desde o início e soubemos aproveitar as oportunidades”, afirmou o técnico norueguês Ståle Solbakken após a partida.
Comparação com Eliminatórias
Nas Eliminatórias Europeias, a Noruega enfrentou Estônia e Moldávia, equipes consideradas mais fracas. Contra a Estônia, a equipe trocou 523 passes, e contra a Moldávia, 487 passes. O número de 681 passes contra o Brasil representa um aumento significativo, demonstrando a capacidade da Noruega de impor seu ritmo mesmo diante de uma seleção tradicionalmente forte.
“Sabíamos que o Brasil tentaria pressionar, mas nossa posse de bola foi fundamental para neutralizar o ataque deles”, completou Solbakken.
Desempenho brasileiro
Apesar da menor posse de bola, o Brasil finalizou mais vezes ao gol: foram 12 finalizações contra 8 da Noruega. No entanto, a eficiência norueguesa foi superior, com Haaland convertendo duas chances claras. O goleiro norueguês Ørjan Nyland fez defesas importantes, mantendo o placar zerado até os gols decisivos.
“Foi um jogo difícil. Tivemos oportunidades, mas não conseguimos converter. A Noruega foi eficiente e mereceu a vitória”, declarou o capitão brasileiro Neymar.
Impacto na competição
Com a vitória, a Noruega avançou às quartas de final da Copa do Mundo de 2026, onde enfrentará a Argentina. O Brasil, por sua vez, amarga uma eliminação precoce, repetindo o desempenho de 2022, quando caiu nas quartas para a Croácia. A atuação da Noruega contra o Brasil é vista como um marco para o futebol escandinavo, que busca consolidar-se entre as potências mundiais.



