Geração da Noruega na Copa tem 15 jogadores com legado familiar
Noruega na Copa: 15 jogadores com parentes atletas

A seleção da Noruega, adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, chama a atenção por um aspecto peculiar: 15 dos 26 convocados têm parentes que jogaram futebol profissionalmente. Essa herança familiar é um pilar em um país com recursos limitados e apenas 5,8 milhões de habitantes.

Filhos de 1994: a geração que revive o passado

O termo 'filhos de 1994' faz referência à Copa do Mundo daquele ano, quando a Noruega participou pela última vez antes de 2026. Na época, jogadores como Alf-Inge Haaland (pai de Erling), Gøran Sørloth (pai de Alexander) e Erik Thorstvedt (pai de Kristian) estavam em campo. Agora, 32 anos depois, seus filhos vestem a camisa da seleção norueguesa no Mundial.

Erling Haaland, artilheiro do time, é o exemplo mais famoso. Seu pai, Alf-Inge, foi lateral-direito da Noruega na Copa de 1994 e jogou no Manchester City. Alexander Sørloth, atacante do Atlético de Madrid, segue os passos do pai Gøran, que também atuou naquela Copa. Já Kristian Thorstvedt, meio-campista, é filho do goleiro Erik Thorstvedt, que defendeu a Noruega em 1994.

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A dinastia Berg: três gerações na seleção

A família Berg é um caso emblemático. Patrick Berg, volante do Bodø/Glimt, representa a terceira geração de sua família a jogar pela Noruega. Seu avô, Harald Berg, foi um dos maiores jogadores do país nos anos 1960 e 70. O pai, Ørjan Berg, também teve uma carreira de destaque, atuando na Copa de 1994. 'É uma honra dar continuidade a esse legado', disse Patrick Berg em entrevista recente.

Além dos Berg, outros jogadores carregam sobrenomes conhecidos no futebol norueguês. O lateral-esquerdo Fredrik Bjørkan é filho de Aasmund Bjørkan, ex-jogador da seleção. O zagueiro Leo Skiri Østigård tem parentesco com o ex-atacante Jan Åge Fjørtoft? Não, mas seu tio-avô, Rune Bratseth, foi ídolo do Werder Bremen e da seleção.

Impacto no desempenho e na estrutura do futebol norueguês

Essa herança familiar não é apenas simbólica. Segundo o técnico Ståle Solbakken, 'ter pais que foram jogadores ajuda na formação técnica e mental dos atletas. Eles crescem em um ambiente de futebol, com acesso a conselhos e experiências que outros não têm'. Em um país com pouca tradição futebolística e recursos escassos, o legado familiar compensa parte da falta de infraestrutura.

Dados da Federação Norueguesa de Futebol mostram que, dos 26 convocados, 15 têm parentes jogadores profissionais, o que representa 57,7% do elenco. Esse percentual é um dos mais altos entre as seleções da Copa. 'A Noruega sempre dependeu de famílias para manter o futebol vivo. É uma tradição que vem de gerações', afirmou o historiador esportivo Lars Sivertsen.

Nas oitavas de final, a Noruega enfrenta o Brasil, favorito ao título. O legado familiar pode ser um trunfo para os escandinavos, que buscam surpreender o mundo mais uma vez.

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