Metroviário coleciona álbuns de todas as Copas do Mundo desde 1930
Metroviário coleciona álbuns de todas as Copas desde 1930

Com o início da Copa do Mundo de 2026, a tradicional corrida pelas figurinhas volta a mobilizar torcedores em todo o Brasil. Expressões como "quase completei meu álbum" e "tenho milhares repetidas" reaparecem no cotidiano dos brasileiros, reforçando um hábito que atravessa gerações. No Metrô de São Paulo, essa paixão tem nome e sobrenome. Metroviário desde 1992, Wilson Moura é colecionador de álbuns de figurinhas do torneio e reúne um acervo completo de todas as edições do campeonato mundial.

Acervo histórico

A coleção inclui álbuns desde a primeira Copa do Mundo, realizada em 1930. Segundo Moura, os exemplares das edições disputadas entre 1930 e 1986 são reproduções de álbuns importados, obtidas após anos de pesquisa. Já os álbuns de 1990 em diante são originais e foram montados por ele ao longo das últimas décadas. Ao todo, o acervo reúne cerca de 10 mil figurinhas e se transformou em um registro da história do futebol mundial.

O início da paixão

O interesse pelo colecionismo começou durante a Copa do Mundo de 1982, disputada na Espanha. Naquele ano, Moura completou seu primeiro álbum. "As figurinhas vinham dentro das embalagens do chiclete Ping Pong", recorda. A seleção brasileira daquela edição deixou uma marca especial no colecionador. "Falcão, Sócrates, Cerezo e Zico eram referências. O Zico era um mestre em bater falta. A gente tentava imitar nos jogos de rua", relembra. Desde então, o hobby se tornou um compromisso com a memória das Copas.

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Em busca de completar a coleção, Moura procurou álbuns antigos no exterior e reuniu versões raras que ajudam a contar a evolução do futebol ao longo das décadas. Para esta Copa do Mundo, ele decidiu ampliar ainda mais a coleção. Além de acompanhar a montagem de três álbuns — o seu e os dos dois filhos —, também completou as camisas das 48 seleções participantes do torneio.

Outras coleções

O hábito de colecionar começou antes mesmo dos álbuns de Copa. Na infância, Moura também completou coleções como Turma da Disney, Turma da Mônica e o álbum "Paulistinha", iniciativa do governo do Estado de São Paulo lançada no fim dos anos 1970 que incentivava a troca de notas fiscais por cromos. A dedicação de Wilson Moura ao colecionismo mostra como a paixão pelo futebol e pela memória pode se transformar em um verdadeiro tesouro histórico.

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