A liderança do grupo C do Brasil na Copa do Mundo de 2026 pode ser decidida pelos cartões amarelos. A seleção brasileira está empatada em pontos com Marrocos, e os critérios de desempate da FIFA colocam o confronto direto como primeiro fator, seguido pelo saldo de gols. Caso esses critérios permaneçam iguais, o próximo critério é a chamada "conduta da equipe", que considera o número de cartões amarelos e vermelhos recebidos durante a competição.
Como funciona o desempate por cartões?
De acordo com o regulamento da Copa do Mundo 2026, após o confronto direto e o saldo de gols, o terceiro critério de desempate é o fair play, ou seja, a quantidade de cartões amarelos e vermelhos. Cada cartão amarelo vale um ponto negativo, e cada vermelho (direto ou por dois amarelos) vale três pontos negativos. A equipe com menos pontos negativos fica à frente na classificação.
Atualmente, o Brasil recebeu mais cartões amarelos do que Marrocos, o que pode desfavorecer a seleção brasileira. A diferença, no entanto, é pequena, e qualquer cartão recebido na última rodada pode ser decisivo. A situação preocupa a comissão técnica, que pode orientar os jogadores a evitar faltas desnecessárias.
Impacto na classificação e próximos jogos
O Brasil enfrenta a Nova Zelândia na última rodada da fase de grupos, enquanto Marrocos joga contra o Haiti. Se ambas as seleções vencerem ou empatarem, a liderança do grupo pode ser definida pelos cartões. Apesar de o primeiro lugar não garantir um adversário fácil nas oitavas de final, ficar em segundo pode significar um confronto contra uma potência como França ou Inglaterra.
O técnico brasileiro afirmou em entrevista coletiva: "Estamos focados em vencer, mas sabemos que cada cartão importa. Vamos conversar com os jogadores para mantermos a disciplina em campo".
Histórico de desempate por fair play em Copas
Esta não é a primeira vez que os cartões amarelos podem decidir uma classificação em Copas do Mundo. Em 2018, o Japão avançou às oitavas de final sobre o Senegal graças ao critério de fair play, após ambos terminarem empatados em pontos, saldo de gols e confronto direto. Na ocasião, o Japão tinha menos cartões amarelos, o que gerou debates sobre a justiça do critério.
Para o Brasil, a situação é inédita na história das Copas. Nunca antes a seleção brasileira dependeu dos cartões para definir sua posição em um grupo. A expectativa é que a partida contra a Nova Zelândia seja decidida dentro de campo, mas a sombra dos cartões amarelos paira sobre a equipe.



