A menos de um dia da estreia de Portugal na Copa do Mundo de 2026, um velho dilema volta a rondar a seleção lusitana: Cristiano Ronaldo deve começar jogando contra a República Democrática do Congo? A discussão ganhou força após análises de comentaristas da CNN Portugal, que apontam que o atacante de 41 anos já não vive seu auge, mas defendem sua presença entre os titulares diante da falta de alternativas consolidadas no elenco.
O debate sobre a titularidade
Em programa esportivo da emissora, os comentaristas Sofia Oliveira e Diogo Luís divergiram em alguns pontos, mas concordaram que o técnico Roberto Martínez enfrenta um quebra-cabeça tático. "Portugal não se preparou para jogar sem ele", afirmou Oliveira, referindo-se à dependência tática e midiática construída em torno de Cristiano Ronaldo ao longo dos anos. Luís complementou: "A questão não é se ele merece estar no time, mas se o time está pronto para atuar sem sua referência".
Para os analistas, a falta de um substituto à altura com experiência em grandes competições complica a transição geracional. Jogadores como João Félix, Rafael Leão e Gonçalo Ramos ainda não demonstraram consistência em jogos decisivos pela seleção. "Ronaldo pode não ser o mesmo de 2016, mas ainda é o nome que os adversários temem", ponderou Luís.
A importância histórica de Ronaldo
Cristiano Ronaldo representa Portugal pela sexta vez em Copas do Mundo, um recorde absoluto. Sua trajetória inclui o título da Eurocopa de 2016 e a Liga das Nações de 2019. Aos 41 anos, ele acumula 217 partidas e 135 gols pela seleção, números que sustentam sua aura de intocável. No entanto, sua atuação no Campeonato Saudita e a queda de rendimento físico geram questionamentos sobre sua efetividade em alto nível.
"Ele ainda é capaz de decidir partidas, mas o time precisa se adaptar a um Ronaldo que não pressiona como antes", explicou Oliveira. A comentarista defendeu que a escalação deve considerar o momento tático, e não apenas o nome. "Se ele começar no banco, a pressão sobre o substituto será imensa", alertou.
A ausência de alternativas
O principal argumento dos comentaristas para manter Ronaldo como titular é a falta de um plano B consolidado. Nos últimos amistosos, Martínez testou formações sem o camisa 7, mas os resultados foram irregulares. "A equipe parece perdida sem ele em campo", disse Luís. "Não há um jogador que ocupe o espaço e a função tática que Ronaldo exerce, mesmo que de forma menos intensa".
Para Oliveira, o técnico deveria aproveitar a experiência de Ronaldo nos primeiros jogos e, caso a classificação esteja garantida, dar rodagem a novos nomes. "O problema é que na Copa não há margem para erros. Uma derrota na estreia pode complicar tudo", concluiu.
Enquanto a decisão não é anunciada, a torcida portuguesa aguarda ansiosa para saber se o maior jogador da história do país começará a caminhada em busca do inédito título mundial.



