Pep Guardiola, ex-técnico do Manchester City, surpreendeu dirigentes da Federação Italiana de Futebol (FIGC) ao exigir um salário de 20 milhões de euros por ano para assumir o comando da seleção italiana. O valor é dez vezes maior que o recebido por Luis de la Fuente, técnico da Espanha, e ameaça inviabilizar as negociações, segundo informações do jornal esportivo italiano La Gazzetta dello Sport.
Exigência salarial supera orçamento disponível
A FIGC havia estipulado um orçamento máximo de 10 milhões de euros para o cargo de técnico da Azzurra. A exigência de Guardiola, que dobrou esse limite, pegou os dirigentes de surpresa e gerou pessimismo sobre um possível acerto. A reunião entre Guardiola e os representantes italianos, Paolo Maldini e Leonardo, ocorreu nos últimos dias, mas o alto valor salarial tornou-se o principal obstáculo.
De acordo com a publicação, Guardiola não abriu mão do valor solicitado, o que levou a federação a considerar outras alternativas. Entre os nomes cotados, o ex-jogador Andrea Pirlo surge como opção viável, com um salário muito inferior ao pedido pelo catalão.
Possível estreia na Liga das Nações
Caso o acordo fosse fechado, Guardiola poderia estrear no comando da Itália já na próxima edição da Liga das Nações da UEFA, prevista para setembro de 2026. No entanto, o pessimismo entre os dirigentes cresce, e a negociação pode ser encerrada caso não haja flexibilidade financeira.
Guardiola, que está sem clube desde que deixou o Manchester City ao final da temporada 2025/26, é um dos técnicos mais vitoriosos da história, com múltiplos títulos da Premier League, Champions League e La Liga. Sua contratação representaria um grande passo para a Itália, que busca se reerguer após não se classificar para a Copa do Mundo de 2026.
Comparação salarial com outros técnicos
O salário de 20 milhões de euros solicitado por Guardiola o colocaria como o técnico mais bem pago do futebol mundial, superando nomes como Carlo Ancelotti (cerca de 12 milhões de euros no Real Madrid) e Jürgen Klopp (aproximadamente 15 milhões de euros). Em comparação, Luis de la Fuente recebe cerca de 2 milhões de euros anuais pela seleção espanhola, valor que Guardiola considera dez vezes superior.
A FIGC, que enfrenta restrições orçamentárias, teria que buscar patrocínios ou cortar custos em outras áreas para viabilizar a contratação. A decisão final deve ser anunciada nas próximas semanas.



