Famílias de jogadores da Seleção alugam casas nos EUA para apoiar atletas na Copa de 2026
Famílias de jogadores alugam casas nos EUA para apoiar na Copa

O domingo (21) foi dia de folga para a seleção brasileira, um momento aguardadíssimo pelos jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026. O descanso vai muito além da recuperação física: para atletas como Marquinhos e Bruno Guimarães, a convivência com familiares tornou-se peça-chave para lidar com a pressão do torneio. Para garantir essa proximidade, as famílias alugaram casas nos arredores de Nova Jersey, nos Estados Unidos, onde a equipe está baseada. Em dias como este — feriado de Dia dos Pais no país —, o ambiente de competição dá lugar ao convívio familiar, transformando a rotina dos atletas em momentos de desconexão e lazer.

Estrutura de apoio montada por Carol Cabrino

Carol Cabrino, esposa de Marquinhos, organizou uma grande estrutura para apoiar o zagueiro. O grupo inclui pais, irmãos, os quatro filhos do casal e profissionais contratados, como uma cozinheira trazida de Paris. A ideia é criar um ambiente acolhedor para que o jogador se sinta amparado durante toda a competição. "Eu trouxe a minha família. Minha família é meu pai, minha mãe, minha irmã... e aí eu tenho duas sobrinhas, tenho meus quatro filhos, então eu trouxe uma pessoa pra ajudar, que é a babá; tem a minha assessora, meu filmmaker, tem uma cozinheira que eu trouxe de Paris e o Yuri e o Tom -- que são dois amigões que jogavam com o Marquinhos no Corinthians", conta Carol ao Fantástico, da TV Globo.

Superação após eliminação na Copa do Catar

Esse apoio foi especialmente importante após a eliminação na Copa do Catar. Na ocasião, Marquinhos sentiu o peso de ter desperdiçado um pênalti e chegou a dizer que era uma "vergonha" para a família. Segundo Carol, foi a união dos parentes que o ajudou a seguir em frente. "Não! [...] Não desiste e continua fazendo o que você sabe fazer que vai dar tudo certo", aconselhou a esposa à época.

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Bruno Guimarães e o desligamento total do futebol

A experiência de Bruno Guimarães segue a mesma lógica. Nos dias de folga, o volante dedica o tempo integralmente aos filhos. Segundo sua esposa, Ana Lídia, ele se desliga completamente do futebol quando chega em casa. "Ele vem pra cá e a partir do momento que ele pisa em casa ele é cem por cento das crianças, eles não deixam ele em paz", conta Ana.

Pressão pelo hexacampeonato e o papel da família

Além dos momentos de lazer, a família também exerce um papel importante nos períodos de maior pressão. Após a estreia contra o Marrocos, Ana Lídia ajudou Bruno a lidar com o nervosismo da primeira partida e com a expectativa dos brasileiros pela conquista do hexacampeonato. "Nós brasileiros, a gente quer muito o hexa (corta para) então é uma pressão gigantesca", pondera Ana.

Famílias como termômetro do ambiente da seleção

As famílias também acabam funcionando como um termômetro do ambiente da seleção. Elas percebem mudanças de humor e de confiança que muitas vezes passam despercebidas. Foi o que ocorreu após a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. Um símbolo desse momento foi o presente dado por Bruno a Ana: a camisa usada na partida. Para ela, o gesto representou uma "virada de chave" na atmosfera do grupo, que passou a exibir um futebol mais leve e mais próximo da identidade brasileira. "Acho que ele sentiu isso também e quis guardar de recordação."

No fim das contas, por trás de cada jogador existe uma rede de apoio formada por familiares e amigos. Em meio à pressão da Copa do Mundo, essa presença ajuda a oferecer o equilíbrio emocional necessário para que os atletas mantenham o foco dentro de campo.

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