Estudo internacional revela que escolha entre Messi e Cristiano Ronaldo está ligada à orientação política
Uma pesquisa internacional conduzida em 26 países, incluindo o Brasil, apontou que a preferência entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vai além do futebol e se conecta a fatores como identidade política, consumo de vídeos curtos, autoestima e autoritarismo. O estudo, que ouviu mais de 10 mil pessoas, indica que indivíduos de esquerda tendem a preferir Messi, enquanto conservadores optam por Cristiano Ronaldo.
Metodologia e resultados globais
A pesquisa foi realizada em países de diferentes continentes, abrangendo culturas diversas. Os participantes responderam a questionários sobre suas preferências futebolísticas e posicionamento político. Os resultados mostraram uma correlação significativa: pessoas com orientação política de esquerda demonstraram maior afinidade com Messi, enquanto aquelas de direita favoreceram Cristiano Ronaldo. Essa associação se manteve mesmo após controlar variáveis como idade, gênero e nível educacional.
Fatores adicionais: autoestima e consumo de mídia
Além da política, o estudo identificou que a autoestima e o hábito de consumir vídeos curtos (como no TikTok e Reels) também influenciam a preferência. Indivíduos com maior autoestima e que consomem mais conteúdo em formato curto tenderam a preferir Cristiano Ronaldo. Já entre os que consomem menos desse tipo de mídia, a preferência por Messi foi mais comum. O autoritarismo, medido por escalas psicológicas, também mostrou associação: pessoas com traços autoritários mais fortes tenderam a escolher Ronaldo.
Diferenças geracionais e de gênero
O estudo não encontrou diferenças significativas relacionadas à idade ou ao gênero na escolha entre os jogadores. A preferência se mostrou estável entre diferentes faixas etárias e entre homens e mulheres, indicando que os fatores políticos e de personalidade são mais determinantes do que demografia básica.
O caso do Brasil
No Brasil, a diferença entre as avaliações de Messi e Cristiano Ronaldo foi considerada insignificante. O país apresentou uma divisão equilibrada, refletindo a polarização política nacional, mas sem uma inclinação clara para um dos lados. Isso sugere que, no contexto brasileiro, outros fatores podem estar diluindo a correlação observada em nível global.
Implicações do estudo
Os pesquisadores destacam que a rivalidade entre Messi e Cristiano Ronaldo transcende o esporte e se insere em dinâmicas culturais e políticas mais amplas. A preferência por um ou outro pode ser vista como um marcador de identidade, similar a escolhas de times de futebol ou posições políticas. O estudo abre caminho para novas investigações sobre como ícones esportivos refletem e influenciam valores sociais.



