Espanha e Bélgica se enfrentam nesta quinta-feira, às 16h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026. O confronto coloca frente a frente duas gerações distintas: os jovens prodígios espanhóis, como Lamine Yamal, Pedri, Alex Baena e Pau Cubarsí, contra os veteranos belgas Romelu Lukaku, Kevin De Bruyne e Thibaut Courtois, que podem estar disputando seu último Mundial.
O renascimento espanhol
A seleção espanhola chega às quartas embalada por uma campanha consistente, com destaque para o ataque jovem e criativo. Lamine Yamal, de 18 anos, já é peça-chave no esquema do técnico Luis de la Fuente, assim como Pedri, que mesmo com apenas 22 anos acumula experiência em grandes torneios. Alex Baena e Pau Cubarsí, ambos revelações do futebol espanhol, completam o quarteto de promessas que tentam levar a Espanha ao pentacampeonato.
O meio-campo conta ainda com Rodri, volante do Manchester City e um dos líderes da equipe, que equilibra a juventude com a experiência. A Espanha busca repetir o sucesso de 2010, quando conquistou o título na África do Sul, mas agora com um estilo mais vertical e apoiado na velocidade de seus jovens atacantes.
A última dança belga
Do outro lado, a Bélgica vive um momento de transição. A chamada "geração de ouro", que chegou ao topo do ranking da FIFA e alcançou as semifinais em 2018, vê agora seus principais nomes se aproximando do fim de suas carreiras internacionais. Romelu Lukaku, mesmo com lesões recorrentes, é o artilheiro da equipe na Copa, com 4 gols em 4 jogos. Kevin De Bruyne, maestro do meio-campo, e Thibaut Courtois, um dos melhores goleiros do mundo, também estão em sua provável despedida dos Mundiais.
O técnico Domenico Tedesco aposta na experiência do trio para guiar os jovens belgas, como Jeremy Doku e Charles De Ketelaere. A Bélgica busca repetir o feito de 2018, quando chegou às semifinais, mas agora com um time mais enxuto e dependente de seus veteranos.
O duelo tático
O confronto promete ser equilibrado. A Espanha deve manter a posse de bola e pressionar a saída de jogo belga, enquanto a Bélgica aposta nos contra-ataques rápidos com Lukaku e Doku. A defesa espanhola, liderada por Cubarsí, terá trabalho para conter o poder físico de Lukaku, enquanto Courtois, ex-goleiro do Real Madrid, conhece bem os atacantes espanhóis.
Segundo o técnico De la Fuente, "a Bélgica tem jogadores que decidem partidas sozinhos. Precisamos ter cuidado, mas confiamos no nosso potencial". Já Tedesco afirmou: "Sabemos que é um jogo difícil, mas temos experiência e qualidade para passar"
Números e expectativas
Esta é a quarta vez que Espanha e Bélgica se enfrentam em Copas do Mundo. O histórico é favorável aos belgas, com duas vitórias (em 1930 e 1950) e um empate (em 1986). No entanto, a Espanha venceu os dois últimos encontros amistosos, em 2021 e 2023.
O vencedor enfrentará nas semifinais o ganhador do confronto entre Brasil e Portugal, que se enfrentam na quarta-feira. A expectativa é de casa cheia no SoFi Stadium, com capacidade para 70 mil torcedores.



