Escassez de laterais na seleção brasileira gera indefinição no ciclo atual
Escassez de laterais na seleção brasileira gera indefinição

A seleção brasileira enfrenta um período de indefinição na posição de lateral, setor que historicamente foi referência mundial. No atual ciclo, o técnico Carlo Ancelotti tem testado diversos nomes, mas a escassez de opções preocupa, especialmente na lateral direita.

Douglas Santos busca se firmar na lateral esquerda

Douglas Santos tem sido um dos jogadores mais utilizados na lateral esquerda, com sete partidas desde o fim da Copa do Catar. Ele busca atender às exigências táticas, desempenhando funções defensivas e ofensivas. “Eu vou procurar sempre estar apto pra defender bem, mas quando eu tiver a oportunidade de subir, vou tentar subir com qualidade ajudando meus companheiros ali da frente”, afirmou o jogador.

Números mostram alta rotatividade na posição

Dos 96 jogadores convocados no atual ciclo, 24 foram laterais, tornando a posição a segunda com mais nomes testados, atrás apenas dos atacantes. Para efeito de comparação, entre 2018 e 2022, sob o comando de Tite, apenas 13 laterais foram chamados. O aumento reflete a busca por soluções em um setor carente de referências.

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Lateral direita é o maior desafio

Na lateral direita, o cenário é ainda mais preocupante. Na estreia contra Marrocos, o técnico precisou improvisar o zagueiro Ibañez na posição devido à lesão de Wesley, único lateral-direito de origem disponível na época, que acabou cortado do Mundial. A falta de opções consolidadas tem sido um problema recorrente.

Histórico de grandes laterais contrasta com momento atual

O Brasil sempre teve laterais de destaque mundial, como Djalma Santos, eleito pela Fifa o maior lateral-direito de todos os tempos; Carlos Alberto Torres, autor do gol na final da Copa de 1970; Maestro Júnior; Cafu, capitão do pentacampeonato; Nilton Santos, a “Enciclopédia do Futebol”; e Roberto Carlos, dono de um dos chutes mais potentes e campeão mundial. Esse legado contrasta com a atual indefinição.

Próximos desafios

Douglas Santos deve seguir como titular no confronto contra o Haiti e projeta a primeira vitória no ciclo. “Eu venho me colocando ao máximo, focado ao máximo para entregar sempre o melhor para seleção e vou sempre entregar o meu melhor. No próximo jogo, a gente já conquistar a primeira vitória”, disse. A comissão técnica segue em busca de soluções para as laterais, um dos principais desafios do ciclo.

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