Douglas Santos ganha espaço na Seleção e vira titular na Copa
Douglas Santos ganha espaço na Seleção e vira titular

Nesta terça-feira, o lateral-esquerdo Douglas Santos concedeu entrevista à Seleção Brasileira, destacando o quanto foi desafiador conquistar o espaço que hoje ocupa. "A gente está sempre conversando para melhorar. Porque nada está suficiente. Temos que buscar evolução constante", afirmou.

Aos poucos, Douglas Santos tornou-se titular da Seleção, algo que ele mesmo não imaginava há algum tempo. "Não era muito reconhecido na minha cidade, já que estou fora há dez anos. Mas a Seleção Brasileira é o maior palco do mundo. Quando cheguei de férias, não conseguia andar nas ruas sem que as pessoas me perguntassem sobre a Copa do Mundo", contou.

Trajetória e superação

Natural da Paraíba, Douglas se profissionalizou no Náutico, em Pernambuco. Passou pelo Atlético Mineiro e construiu carreira no exterior. Aos 32 anos, defende o Zenit, da Rússia. Campeão olímpico em 2016, ficou quase uma década sem vestir a amarelinha até ser chamado por Carlo Ancelotti.

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Para se tornar mais conhecido, Douglas enfrentou forte concorrência. Neste ciclo de Copa, doze laterais-esquerdos foram convocados por quatro técnicos. Ele conquistou a vaga na reta final. Sua primeira convocação com Ancelotti foi em setembro de 2025. Desde então, ultrapassou concorrentes e se tornou o segundo jogador que mais atuou na lateral esquerda após a Copa do Catar, com sete partidas.

Enquanto se falava na experiência de Alex Sandro, Douglas ganhou a confiança do treinador. Jogou os 90 minutos contra Marrocos e deve seguir como titular contra o Haiti. "O Haiti mostrou na estreia que é muito forte fisicamente. Fizeram um bom jogo contra a Escócia. Teremos que jogar muito mais do que contra Marrocos", disse.

Douglas Santos agora precisa se acostumar com a própria imagem nas telas. Ser jogador de Seleção em Copa do Mundo é isso: deixar a timidez de lado.

Análise de Felipão

Renata Vasconcellos perguntou a Luiz Felipe Scolari sobre a expectativa para o jogo contra o Haiti. "Espero que a gente inicie diferente do jogo passado, marcando pressão e fazendo um gol nos minutos iniciais para dar tranquilidade. Precisamos de marcação alta e outros ajustes que Ancelotti deve fazer", opinou Felipão.

Questionado sobre possíveis mudanças, Felipão respondeu: "Devemos ter umas três mudanças, mas não sei quais. Ancelotti vai definir. Provavelmente, alguém pelo lado direito, mais um atacante ou meia, e ajustes na marcação".

Arbitragem

Débora Gares informou que o Brasil enfrenta o Haiti na sexta-feira, na Filadélfia, com arbitragem totalmente espanhola. Alejandro Hernández será o árbitro principal. Ele atuou como quarto árbitro no jogo entre Escócia e Haiti.

Treinos e descanso

Os jogadores descansaram no hotel após um dia de treino. Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães e Raphinha, poupados na segunda, trabalharam normalmente. Na quarta, a Seleção treina novamente pela manhã e, à tarde, Danilo concede entrevista coletiva.

Haiti: adversário peculiar

Felipe Brisolla trouxe informações sobre o Haiti, que participa pela segunda vez de uma Copa do Mundo (a primeira foi em 1974). Por problemas políticos e sociais, a seleção não pôde usar o próprio país nas Eliminatórias, mandando jogos em Curaçao e Barbados. O técnico francês Sébastien Migné nunca pisou no Haiti. Dos 26 convocados, apenas um atua no futebol haitiano; a maioria joga na Europa. Dois jogam na Inglaterra: Jean Bellegarde (Wolverhampton) e Wilson Isidor (Sunderland). A equipe fez boa estreia contra a Escócia, com intensidade e força física, mas perdeu por 1 a 0.

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