A Copa do Mundo de 2026 está sendo marcada por uma característica inédita: a forte presença de jogadores nascidos fora dos países que representam. Cerca de 24% dos atletas do torneio são 'importados', e eles já marcaram 21,1% dos gols até as oitavas de final. O fenômeno, apelidado de 'Copa da diáspora', é exemplificado por seleções como Marrocos e Canadá, que se enfrentam nas oitavas.
Marrocos: 11 titulares nascidos no exterior
Na estreia, o Marrocos escalou 11 jogadores nascidos fora do país – todos titulares. O time conta com nomes como Ismael Saibari, que nasceu na Bélgica, e outros atletas oriundos da diáspora marroquina na Europa. 'Isso reflete a força da nossa comunidade global', disse o técnico Walid Regragui, citado pela imprensa local. A seleção marroquina tem 14 dos 26 convocados nascidos no exterior.
Canadá: Jonathan David lidera artilharia
Do lado canadense, Jonathan David, nascido no Haiti, é o maior artilheiro da história do país na Copa, com 4 gols. O Canadá também conta com vários jogadores da diáspora, como Alphonso Davies (nascido em Gana) e Tajon Buchanan (nascido no Canadá, mas de ascendência jamaicana). No total, 10 dos 26 convocados canadenses nasceram fora do país.
Números da diáspora na Copa
De acordo com levantamento da Fifa, 24% dos 832 jogadores inscritos na Copa nasceram em país diferente do que defendem. Desses, 21,1% dos gols (42 de 199) foram marcados por 'importados'. A tendência é crescente: em 2018, o percentual era de 18%. 'A globalização do futebol permite que talentos sejam formados em qualquer lugar', afirmou o analista esportivo Paulo Vinícius Coelho.
Canadá e Marrocos: duelo das diásporas
O confronto das oitavas entre Canadá e Marrocos é um símbolo dessa Copa. Ambas as seleções têm mais de 40% dos jogadores nascidos fora. O vencedor enfrentará nas quartas o ganhador de Portugal x Suíça. O jogo está marcado para 5 de julho, no Estádio Nacional de Brasília.



