A quatro dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo, a camisa oficial da seleção brasileira desapareceu das prateleiras das lojas. O fenômeno, registrado em todo o país, reflete uma alta demanda impulsionada pelo orgulho nacional e pela busca por pertencimento, segundo especialistas.
Demanda supera expectativas
Lojas de artigos esportivos e grandes varejistas relatam que os estoques se esgotaram rapidamente, mesmo com a chegada de novos lotes. Vendedores afirmam que as vendas superaram as metas previstas para o período, e muitos já preveem antecipar metas futuras caso o Brasil avance no torneio.
Especialistas explicam o fenômeno
Para a psicóloga social Ana Beatriz Costa, a corrida pela camisa vai além do consumo. “Há um forte desejo de pertencimento e de resgate do símbolo nacional, especialmente após anos de polarização política. A camisa da seleção representa união e identidade”, explica.
O economista Carlos Mendes destaca que o movimento também é impulsionado pelo marketing e pela emoção. “As pessoas estão dispostas a pagar preços elevados por uma autêntica conexão emocional com o time e com o país”, afirma.
Consumidores relatam dificuldade para encontrar
Nas redes sociais, consumidores compartilham a frustração de não encontrar a camisa em lojas físicas e online. Muitos recorrem a sites de revenda, onde os preços chegam a triplicar. “Procurei em cinco lojas e nada. Tive que comprar de um revendedor por um valor muito mais alto”, relata o professor Paulo Oliveira, de São Paulo.
Impacto no comércio
O varejo comemora o aquecimento das vendas. “Nunca vimos tanta procura por um uniforme. Se o Brasil for bem na Copa, a tendência é que as vendas continuem crescendo”, afirma o gerente de uma loja em Brasília.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que novas remessas estão sendo produzidas para atender à demanda, mas não há previsão de chegada antes do primeiro jogo.



