Calor extremo na Copa de 2026: Argentina e França sob risco
Calor extremo na Copa: Argentina e França sob risco

Um estudo recente revelou que as partidas da Argentina e da França na Copa do Mundo de 2026 serão realizadas sob condições de calor extremo, um fenômeno que, segundo os pesquisadores, ocorre apenas uma vez a cada 200 anos. A descoberta acendeu o alerta entre jogadores, comissões técnicas e entidades esportivas.

Impacto do calor extremo nos jogos

O estudo, conduzido por uma equipe de climatologistas, analisou dados históricos de temperatura e projeções para o verão de 2026, período em que a Copa será disputada. As cidades-sede selecionadas para os jogos de Argentina e França estão entre as mais afetadas, com temperaturas que podem ultrapassar os 40°C durante as partidas. O fenômeno, descrito como uma onda de calor excepcional, levanta preocupações sobre a saúde dos atletas e a qualidade do espetáculo.

Recomendações do sindicato de jogadores

Antes mesmo da divulgação do estudo, o Sindicato Global de Jogadores (FIFPro) já havia recomendado o adiamento de partidas em condições climáticas extremas. Em comunicado oficial, a entidade destacou que “a integridade física dos atletas deve ser prioridade” e que “jogar sob calor extremo aumenta significativamente o risco de lesões e problemas de saúde, como exaustão térmica e insolação”. A recomendação inclui a adoção de pausas para hidratação e a possibilidade de reagendamento dos jogos para horários mais amenos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Críticas do treinador da Noruega

O treinador da seleção norueguesa, Stale Solbakken, também se manifestou sobre o tema, criticando a falta de regras específicas para treinos em calor extremo. Antes do jogo contra o Brasil, Solbakken quebrou o protocolo ao expor suas preocupações: “É inaceitável que não haja diretrizes claras da Fifa para situações como essa. Estamos utilizando coletes de gelo e sistemas de irrigação nos treinos, mas isso não substitui uma política oficial de proteção aos jogadores”. O médico da seleção norueguesa, Ola Sand, endossou as críticas, classificando a situação como “irresponsável” e afirmando que a Fifa “ignorou repetidos alertas sobre os limites seguros de temperatura para a prática esportiva”.

Contexto e medidas preventivas

O estudo e as declarações de Solbakken e Sand ocorrem em meio a um debate mais amplo sobre as mudanças climáticas e seus efeitos no esporte. A Fifa, por sua vez, já implementou pausas para hidratação em Copas anteriores, mas não possui uma política obrigatória para adiamento de partidas com base na temperatura. A expectativa é que o assunto seja discutido em reuniões técnicas nos próximos meses, com possível revisão do calendário para minimizar os riscos.

Enquanto isso, as seleções de Argentina e França se preparam para enfrentar não apenas seus adversários em campo, mas também as condições climáticas adversas. A recomendação do sindicato de jogadores e as críticas de treinadores como Solbakken reforçam a necessidade de ações concretas para garantir a segurança dos atletas na Copa do Mundo de 2026.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar