O Brasil foi eliminado pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, em Nova Jersey, com um recorde negativo histórico: a seleção registrou apenas 34% de posse de bola, a menor marca desde que os dados começaram a ser coletados em 1966, segundo o site de estatísticas Opta.
Desempenho abaixo da média histórica
Comandada por Carlo Ancelotti, a equipe jamais havia tido menos de 40% de posse em uma partida de Copa do Mundo. O número de 34% representa uma queda significativa em relação à média da competição e evidencia as dificuldades da seleção diante do forte sistema defensivo norueguês.
O jogo, realizado no MetLife Stadium, terminou com a vitória da Noruega por 2 a 0, gols de Erling Haaland e Martin Ødegaard. A posse de bola reduzida impediu que o Brasil construísse jogadas ofensivas consistentes, resultando em apenas três finalizações no alvo durante toda a partida.
Impacto tático e reações
Analistas apontam que a estratégia da Noruega de pressionar a saída de bola brasileira e ocupar os espaços no meio-campo foi determinante para o baixo índice de posse. O técnico Carlo Ancelotti, em entrevista coletiva, afirmou: "Não conseguimos impor nosso jogo. A Noruega foi superior taticamente e mereceu a vitória."
Este é o pior desempenho da seleção brasileira em Copas desde 1966, quando a Opta iniciou os registros de posse de bola. Na ocasião, o Brasil também foi eliminado na primeira fase, com 33% de posse em um dos jogos, mas o dado não era oficialmente contabilizado pela entidade.
Números da eliminação
Além da posse de bola, outros indicadores reforçam a fragilidade brasileira: o Brasil finalizou apenas 8 vezes (3 no gol), contra 14 da Noruega (6 no gol). A equipe nórdica também venceu mais duelos individuais (58% contra 42%) e cometeu menos faltas (10 a 14).
Com a eliminação, o Brasil encerra sua participação na Copa de 2026 nas oitavas de final, repetindo o desempenho de 2018 e 2022. A Noruega avança para as quartas, onde enfrentará a Argentina.



