O sonho do hexa do Brasil na Copa do Mundo de 2026 terminou de forma precoce e dolorosa. Na tarde deste domingo, 5 de julho, a seleção brasileira foi derrotada pela Noruega por 2 a 1 nas oitavas de final, em partida realizada no Estádio Metropolitano, em Barcelona. Com Carlo Ancelotti no comando, o Brasil não conseguiu superar os desfalques de Neymar, Rodrygo e Éder Militão, todos lesionados, e viu a equipe europeia avançar às quartas de final.
O jogo: Haaland brilha, Endrick reage
A Noruega abriu o placar aos 23 minutos do primeiro tempo, com Erling Haaland, que aproveitou cruzamento de Martin Ødegaard e finalizou de cabeça. O segundo gol veio aos 12 da etapa final, novamente com Haaland, em jogada individual pela esquerda. O Brasil descontou aos 35 minutos, com Endrick, que recebeu passe de Vinicius Jr. e chutou cruzado. Nos acréscimos, a seleção pressionou, mas não conseguiu o empate.
Desfalques pesaram
A ausência de Neymar, principal estrela do time, foi sentida. O camisa 10 sofreu uma lesão muscular na coxa direita durante o treino de quinta-feira e não reuniu condições de jogo. Rodrygo, com dores no joelho, e Éder Militão, com uma contratura na panturrilha, também desfalcaram. Segundo Ancelotti, em entrevista coletiva, "perder três jogadores tão importantes em um torneio curto é um golpe duro. Mas os atletas que entraram deram o máximo".
Campanha abaixo da expectativa
O Brasil chegou às oitavas com uma campanha irregular: vitória sobre a Arábia Saudita por 3 a 0, empate com a Croácia por 1 a 1 e derrota para a Alemanha por 2 a 1 na fase de grupos. Com apenas quatro pontos, classificou-se em segundo lugar do Grupo F. A eliminação precoce repetiu o fracasso de 2022, quando o Brasil caiu nas quartas de final para a Croácia. O hexa, tão sonhado desde 2002, continua sendo um objetivo adiado.
Vinicius Jr. se destaca, mas não evita derrota
Vinicius Jr. foi o principal nome brasileiro em campo, com dribles e assistências. Ele deu o passe para o gol de Endrick e finalizou três vezes, mas parou no goleiro norueguês Ørjan Nyland. Aos 25 anos, Vini Jr. carregou a responsabilidade ofensiva, mas não teve o apoio necessário de um meio-campo criativo, prejudicado pelas lesões.
Com a eliminação, o Brasil se despede do Mundial de 2026 e volta a campo apenas em setembro, pelas eliminatórias para a Copa de 2030. A permanência de Ancelotti no cargo ainda não foi confirmada pela CBF. O técnico italiano, contratado em 2024, tem contrato até o fim de 2026.



