59º Festival de Parintins 2026: Caprichoso e Garantido na última noite
59º Festival de Parintins: última noite com Caprichoso e Garantido

O Bumbódromo de Parintins foi palco, neste domingo (28), da terceira e última noite do 59º Festival Folclórico. Após dois dias de intensa disputa, os bois Caprichoso e Garantido voltaram à arena para encerrar suas apresentações em busca do título de campeão de 2026.

Caprichoso: 'O Brinquedo da Resistência'

Primeiro a se apresentar, o Boi Caprichoso levou à arena o espetáculo “O Brinquedo da Resistência”, terceiro ato do projeto artístico “Brinquedo que Canta seu Chão”. A apresentação exaltou as origens do boi-bumbá, a cultura popular e os saberes ancestrais dos povos da Amazônia. O Caprichoso abriu o espetáculo surgindo dos céus ao lado do levantador Patrick Araújo. O primeiro quadro foi a lenda amazônica “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, de onde surgiu a cunhã-poranga Marciele Albuquerque, que evoluiu ao som de “Deusa das Lutas”. Na sequência, a rainha do folclore Cleise Simas fez sua evolução representando o Carimbó. A figura típica regional “As Farinheiras da Amazônia” revelou a porta-estandarte Marcela Marialva, que evoluiu ao som de “Deusa da Constelação”. A terceira alegoria apresentou a exaltação cultural “O Auto do Boi Brasileiro”, conduzida pelo amo Caetano Medeiros. A alegoria revelou o boi Caprichoso e a sinhazinha Valentina Cid, que tocou violino durante a toada “Leveza de Sinhá”. Patrick Araújo ainda homenageou o compositor Chico da Silva com a toada “Meu Amor é Caprichoso”. Fechando a apresentação, o Caprichoso levou à arena o Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin. Da alegoria surgiu o pajé Erick Beltrão, que encerrou o espetáculo ao som de “Mothokari”.

Garantido: 'Parintins, Terra Encantada'

Na sequência, o Boi Garantido apresentou o espetáculo “Parintins, Terra Encantada”, encerrando o projeto artístico “Parintins – Portal do Encantamento” com uma homenagem às lendas, à religiosidade popular e às tradições que formam a identidade da ilha. O Garantido abriu a noite com a alegoria “Parintins, Terra Encantada”, de onde surgiu o boi para sua evolução ao som de “Parintins Para o Mundo”. A porta-estandarte Jeveny Mendonça e a sinhazinha Raíra Lins também surgiram da estrutura para defender seus itens. Em seguida, a lenda amazônica “Templo do Sol” revelou a cunhã-poranga Isabelle Nogueira, que fez sua última evolução oficial pelo boi vermelho ao som das toadas “Templo do Sol” e “Isa-A-Bela”. Na terceira alegoria, a figura típica regional “Festeiro de Santo” trouxe a rainha do folclore Lívia Cristina para sua evolução ao som de “Rubra Rainha”. O Garantido encerrou sua apresentação com o ritual indígena “A Travessia das Cinzas”, de onde surgiu o pajé Adriano Paketá.

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Isabelle Nogueira anuncia aposentadoria

Isabelle Nogueira se despediu do cargo de cunhã-poranga e anunciou a aposentadoria da função neste domingo (29), durante a terceira e última noite do Festival de Parintins. O anúncio foi feito durante verso do amo do boi João Paulo Faria e emocionou o público presente. Durante o anúncio, Isabelle teve a trajetória exaltada e foi às lágrimas. A cunhã-poranga do Boi Garantido protagonizou um dos momentos mais marcantes e emocionantes da história do Festival Folclórico de Parintins ao se despedir oficialmente da arena do Bumbódromo, após mais de 10 anos. No espetáculo que marcou sua última apresentação defendendo o item, a dançarina recebeu uma grandiosa homenagem da diretoria e, principalmente, da galera vermelha e branca, que transformou a arquibancada em um mar de amor e gratidão.

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