Em meio à crise de combustível que afeta o setor aéreo global, as companhias aéreas dos países anfitriões da Copa do Mundo de 2026 — Estados Unidos, Canadá e México — mantiveram a oferta de voos praticamente estável, segundo levantamento da Allianz Research em parceria com a IATA. A decisão estratégica de restringir assentos e adotar tarifas dinâmicas visa proteger margens diante dos custos elevados com querosene de aviação.
Capacidade de assentos sob controle
Os dados revelam que, apesar do aumento esperado na demanda por viagens durante o torneio, a capacidade total de assentos nos três países-sede cresceu menos de 2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A crise de combustível, agravada por conflitos no Golfo Pérsico, elevou os preços do petróleo e impactou diretamente os custos operacionais das empresas aéreas.
Estratégias das companhias
Para compensar os custos mais altos, as empresas apostam em tarifas dinâmicas — que variam conforme a demanda — e no aumento das margens por passageiro. Em vez de expandir a frota ou adicionar novas rotas, as aéreas preferem maximizar a receita por assento disponível. Isso significa que os torcedores que planejam assistir aos jogos presencialmente podem enfrentar preços mais elevados e menor disponibilidade de voos.
América do Sul em alta
Enquanto isso, na América do Sul, a capacidade de assentos cresce de forma mais significativa. Colômbia e Brasil lideram a expansão, com aumentos de 8% e 6%, respectivamente, impulsionados por acordos bilaterais e pela demanda interna. Esse movimento contrasta com a contenção observada nos países-sede da Copa.
O levantamento da Allianz Research e IATA aponta que a situação pode se agravar se os preços dos combustíveis continuarem elevados, forçando as aéreas a revisar suas estratégias para o restante do torneio. Até lá, a recomendação para os viajantes é planejar com antecedência e estar preparado para tarifas mais altas.



