O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu nesta terça-feira a implementação de pausas para hidratação durante a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, e não descartou que a medida seja mantida em edições futuras do torneio. Em entrevista coletiva, Infantino rebateu críticas de que a decisão teria motivações comerciais e afirmou que a entidade 'não ganha nada com isto'.
Medida visa proteger jogadores do calor extremo
As pausas para hidratação foram introduzidas devido às altas temperaturas registradas em várias cidades-sede da Copa de 2026, especialmente em Los Angeles, onde os termômetros chegaram a 38°C durante a primeira rodada. Segundo Infantino, a decisão foi tomada 'exclusivamente por causa do calor extremo nos Estados Unidos' e tem como objetivo garantir a saúde e o desempenho dos atletas.
O presidente da Fifa destacou que a medida não tem nenhum viés comercial: 'A Fifa não ganha nada com isto. É uma questão de bem-estar dos jogadores e de igualdade de condições para todas as equipes.' Ele também afirmou que a entidade estuda manter as pausas para hidratação nas próximas Copas, caso as condições climáticas exijam.
Críticas e respostas
Alguns setores da imprensa e especialistas em futebol questionaram se as pausas não estariam sendo usadas para aumentar o tempo de exposição da marca ou para inserir intervalos comerciais. Infantino negou veementemente: 'Não há qualquer interesse financeiro por trás disso. Estamos falando da saúde dos jogadores.'
O presidente da Fifa também lembrou que as pausas para hidratação já são comuns em outros esportes e em torneios realizados em climas quentes, como a Copa do Mundo Feminina de 2023, na Austrália e Nova Zelândia. 'É uma prática estabelecida e que veio para ficar, se necessário', completou.
Impacto nas partidas
As pausas para hidratação ocorrem aos 30 minutos de cada tempo, quando o árbitro interrompe o jogo por cerca de três minutos para que os jogadores possam se hidratar. A medida foi aplicada em todas as partidas da primeira rodada da Copa de 2026 e deve continuar enquanto as temperaturas se mantiverem elevadas.
Até o momento, nenhuma equipe reclamou oficialmente da interrupção, e os jogadores têm demonstrado apoio à iniciativa. 'É uma questão de segurança. Com esse calor, qualquer minuto a mais de descanso é bem-vindo', disse o capitão da seleção brasileira, Neymar, em entrevista após a vitória sobre a Sérvia.
Futuro da medida
Infantino não descartou que as pausas para hidratação se tornem permanentes em Copas do Mundo realizadas em países de clima quente. 'Vamos avaliar os dados após o torneio e, se necessário, incluí-las no regulamento para as próximas edições', afirmou.
A Copa do Mundo de 2026 é a primeira a ser sediada por três países (Estados Unidos, Canadá e México) e a primeira a contar com 48 seleções. As altas temperaturas nos EUA, especialmente em cidades como Los Angeles, Dallas e Houston, têm sido um desafio logístico para a organização.



