Eliminação da Portuguesa na Série D expõe fragilidade do elenco e gestão da SAF
Eliminação da Portuguesa na Série D expõe elenco e gestão frágeis

A Portuguesa encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro Série D 2026 de forma precoce: perdeu por 2 a 0 fora de casa e venceu o Uberlândia-MG por apenas 1 a 0 no Canindé, sendo eliminada nas oitavas de final. O confronto deixou evidente as fragilidades de um elenco mal montado e as falhas de gestão da SAF, que subestimou a competição e não soube lidar com a pressão.

Elenco curto e sem reposição

Um dos símbolos da eliminação foi o fato de a Lusa terminar o jogo com o zagueiro Gustavo Henrique atuando como centroavante. Com Cadorini suspenso, o técnico Ademir Fesan não tinha nenhum substituto de ofício no banco. A necessidade de improvisar expôs a fragilidade do grupo, que perdeu seis titulares após o Paulistão: o lateral Caio Roque, os meias Zé Vitor e Gabriel Pires, e os atacantes Ewerthon, Renê e Maceió.

As contratações para a Série D ficaram abaixo do nível técnico. O ex-técnico Fábio Matias bancou nomes como Toró, que nunca ficou 100% fisicamente, e João Diogo, que gerou crises internas e com a torcida. A SAF, que sempre pregou evitar indicações de treinadores, acabou cedendo e montou um grupo com lacunas evidentes. Segundo o jornalista Luiz Nascimento, em análise para o ge, a Portuguesa foi para a divisão sem um volante mordedor convincente. Hudson e Cecchini não corresponderam, e o meio-campo dependia excessivamente de Portuga, o único com passes mais lúcidos.

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Dependência de Cadorini e falta de opções ofensivas

O ataque era frágil: Igor Torres, esforçado, mas reserva em 2025; Maceió insípido; e Cadorini, a principal referência, com limitações mas bom cabeceador. Cadorini foi expulso estupidamente no jogo de ida, deixando o time sem opções no ataque para a volta. Além disso, lesões obrigaram a dupla de zaga reserva a ser titular, e a improvisação de Hipólito na beirada esquerda era a melhor solução disponível. A equipe não conseguia pressionar ou criar chances, finalizando pouco e dependendo de lances aéreos.

Silêncio da SAF na semana decisiva

O segundo símbolo da eliminação foi o silêncio da SAF na semana decisiva. A opção de "sair do ar" antes do jogo de volta foi considerada por Nascimento como "a pior ação de marketing já realizada pela Portuguesa desde que virou SAF". A medida passou imagem de despreparo, omissão e desrespeito à torcida, criando um abismo entre a empresa e os torcedores. Em vez de engajar, a SAF gerou vergonha e chacota, enquanto o Uberlândia-MG capitalizou o clima adverso.

Fracasso e futuro incerto

A Portuguesa agora enfrenta um semestre sem competições, apenas o Paulistão 2027 pela frente. O presidente da SAF, Alex Bourgeois, personifica a gestão, mas, como investidor, só sai se quiser. O jornalista alerta que a SAF precisa "descer do pedestal, aprender com os erros, investir no que de fato traz resultados, mexer nas estruturas, entender a Série D e a Portuguesa, tratar clube e torcida como ativos".

Para Nascimento, a eliminação foi resultado de "insistência no erro, soberba e economia burra". Ele destaca que, mesmo com um elenco limitado, a Lusa teve chances de avançar, mas jogou fora uma oportunidade clara. A conclusão é dura: ou a SAF muda de verdade, ou repetirá os mesmos erros em 2027.

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