A seleção brasileira teve muitas oportunidades de corrigir o rumo, mas só assistiu, passivamente; agora, só em 2030. O ciclo entre as Copas de 2022 e 2026 foi desastroso, marcado por erros administrativos e escolhas questionáveis, como a tentativa de trazer Ancelotti, e a gestão conturbada da CBF.
Um ciclo de erros e passividade
Desde a eliminação nas quartas de final em 2022, a CBF falhou em estabelecer uma direção técnica sólida. A novela envolvendo Carlo Ancelotti consumiu meses, enquanto o time carecia de um comando definido. Mesmo com algumas vitórias animadoras em amistosos e eliminatórias, a falta de estratégia clara persistiu.
O Brasil chegou à Copa de 2026 sem um padrão de jogo consolidado. Na fase de grupos, vitórias apertadas contra adversários menores mascaram os problemas. Contra a Noruega, nas oitavas de final, a fragilidade tática ficou exposta: derrota por 2 a 0, com a equipe nórdica controlando o meio-campo e explorando os contra-ataques.
Neymar e o peso da camisa
Neymar, principal estrela, não conseguiu repetir atuações decisivas. Após o apito final, foi flagrado pelas câmeras cabisbaixo, enquanto os noruegueses comemoravam. O atacante, que já havia manifestado cansaço com a pressão, viu sua última chance de título mundial se esvair.
Segundo analistas esportivos, o Brasil teve o segundo pior desempenho defensivo entre os eliminados nas oitavas, com 4 gols sofridos em 4 jogos. O técnico, sob críticas, admitiu: “Faltou intensidade e organização. Precisamos repensar tudo.”
O futuro: 2030 como horizonte
Com a eliminação precoce, a CBF já sinaliza uma reformulação total. O presidente da entidade afirmou que “não há atalhos” e que o planejamento para 2030 começa imediatamente. A base, que vem sendo negligenciada, será prioridade.
A torcida, que lotou os estádios nos Estados Unidos, agora vive a expectativa de uma nova geração. Jovens como Vitor Roque e Endrick podem ser a aposta para o futuro, mas o caminho é longo. Resta ao Brasil embarcar de volta, aprender com os erros e recomeçar.



