A vitória do Brasil sobre o Japão por 2 a 1, nesta segunda-feira (29), pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026, revelou duas faces da seleção sob o comando de Carlo Ancelotti. Enquanto o time ainda enfrenta dificuldades para atacar defesas organizadas e expõe fragilidades defensivas, o treinador mostrou habilidade em ajustar a equipe no segundo tempo, garantindo a virada. As mudanças táticas impulsionaram a ofensiva brasileira, mas deixaram claro que o time precisa evoluir para enfrentar adversários mais fortes.
Primeiro tempo de dificuldades
O Brasil começou a partida com dificuldades para criar chances claras contra a defesa bem postada do Japão. A equipe asiática, conhecida por sua organização tática, conseguiu neutralizar as principais jogadas ofensivas brasileiras, especialmente pelos lados do campo. Aos 23 minutos, o Japão abriu o placar em um contra-ataque rápido, explorando uma falha de marcação no meio-campo. O gol acendeu o alerta para a defesa brasileira, que já havia mostrado sinais de instabilidade em jogos anteriores.
Ancelotti ajusta e Brasil vira no segundo tempo
No intervalo, Ancelotti promoveu mudanças significativas. Sacou um volante e colocou um meia mais criativo, além de orientar os laterais a avançarem com mais frequência. Aos 12 minutos do segundo tempo, Casemiro empatou de cabeça após escanteio, marcando seu 10º gol pela seleção. A virada veio aos 34 minutos, com um chute de fora da área de Paquetá, que desviou na zaga japonesa e enganou o goleiro. As alterações do treinador foram elogiadas por transformar a equipe em campo.
Fragilidades defensivas e problemas de criação
Apesar da vitória, o Brasil ainda expôs dificuldades sem a bola. A defesa, especialmente nas transições defensivas, deixou espaços que o Japão quase aproveitou em lances de perigo. Além disso, a criação de jogadas contra defesas fechadas continua sendo um ponto fraco. No primeiro tempo, a seleção finalizou apenas duas vezes ao gol, número muito baixo para um time com aspirações ao título. Segundo o comentarista tático Paulo Vinícius Coelho, “o Brasil precisa de mais movimentação e infiltração para quebrar linhas defensivas”.
Impacto para a sequência da Copa
A preparação irregular da equipe preocupa, mas Ancelotti demonstra capacidade de adaptação durante os jogos. O próximo adversário será a Alemanha, nas oitavas de final, um teste de fogo para a seleção. Se repetir as falhas do primeiro tempo contra o Japão, o Brasil pode ser punido por uma equipe mais eficiente. No entanto, a habilidade do treinador em fazer ajustes rápidos é um trunfo que pode fazer a diferença em jogos eliminatórios.
A vitória sobre o Japão mostra que o Brasil tem potencial, mas precisa corrigir erros defensivos e melhorar a criação contra defesas organizadas para sonhar com o hexacampeonato.



