GP da Malásia retorna à F1 em 2026 no lugar do Bahrein
Malásia volta à F1 em 2026 substituindo Bahrein

A Fórmula 1 anunciou neste domingo (26) o retorno da Malásia ao calendário a partir de 2026. Ausente desde 2017, o Circuito de Sepang foi escolhido para ocupar o espaço deixado pela corrida do Bahrein, suspensa em abril devido aos conflitos bélicos no Oriente Médio. A prova asiática será disputada em 4 de outubro, preenchendo o intervalo antes livre entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura.

Contexto da substituição

Em nota oficial, a categoria afirmou que o evento depende apenas de acordos finais e assinaturas, além de reforçar a intenção de fechar o calendário de 2026 com 23 corridas — o que significa que o GP da Arábia Saudita não será substituído. A corrida no Circuito de Sakhir, no Bahrein, seria a quarta da temporada, entre 10 e 12 de abril. Já o GP da Arábia Saudita ocorreria na semana seguinte, de 17 a 19 de abril.

A F1 decidiu não realizar as duas provas devido ao risco oferecido pelo conflito que atinge o Golfo Pérsico, envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. Com isso, o Mundial de 2026 seguiu inicialmente com 22 etapas confirmadas, mas a F1 e a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) sempre deixaram claro que buscavam alternativas para realocar ou substituir as provas ausentes.

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Impacto dos conflitos na região

Bahrein e Arábia Saudita foram atingidos por retaliações do Irã aos ataques de EUA e Israel no início do ano. Em fevereiro, um míssil iraniano caiu na base da Marinha dos EUA no Bahrein, a apenas 30 km do Circuito de Sakhir. Na ocasião, a Pirelli se preparava para realizar testes de pneus com funcionários da McLaren e Mercedes; a sessão foi cancelada, e os empregados de ambas as equipes ficaram presos no país até dias antes do GP da Austrália.

Em março, a Arábia Saudita registrou duas mortes e 12 feridos após um projétil militar cair em uma área residencial na cidade de Al-Kharj. Outra ofensiva do Irã na Base Aérea Príncipe Sultan deixou 12 soldados americanos feridos. O Catar, que recebe a F1 em 29 de novembro, também foi alvo: o Irã bombardeou o complexo de energia Ras Laffan.

Continuação das hostilidades

Mais ataques foram registrados em junho, com drones iranianos no Bahrein e na Arábia Saudita, resultando em quatro mortos e 12 feridos. No início de julho, novos drones foram direcionados ao Bahrein, mirando bases americanas. A região segue instável, com cessar-fogo sucessivamente instaurados e revogados. Vale destacar que Bahrein, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos (sede do GP de Abu Dhabi) são fronteiriços ao Irã, separados apenas pelo Golfo Pérsico. Desde o início do conflito, a F1 monitora de perto os desdobramentos.

O GP da Malásia, vencido por Max Verstappen em 2017 na última edição, retorna agora como parte de um calendário de 23 etapas, confirmando a resiliência da categoria em adaptar-se a cenários geopolíticos complexos.

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