O lateral inglês Djed Spence se recusou a cumprimentar o ganês Thomas Partey antes da partida entre Inglaterra e Gana pela Copa do Mundo de 2026, e justificou o gesto com base em suas convicções religiosas. O episódio ocorreu durante o protocolo de cumprimentos pré-jogo, quando Spence passou por Partey sem apertar sua mão, gerando imediata repercussão nas arquibancadas e nas redes sociais.
Fé como guia para a decisão
Em declaração após a partida, Spence afirmou: “Minha fé guia minhas decisões. Não foi algo pessoal contra o Thomas, mas uma questão de princípios baseados na minha crença religiosa.” O jogador também pediu desculpas aos torcedores que se sentiram ofendidos com sua atitude. “Peço desculpas a quem se sentiu ofendido, mas preciso seguir minha consciência”, completou.
Contexto de acusações contra Partey
Thomas Partey, volante do Arsenal e da seleção de Gana, enfrenta acusações na Justiça britânica relacionadas a crimes sexuais. Embora não tenha sido condenado, o caso gerou forte reação do público. Durante o jogo, Partey foi vaiado por parte da torcida inglesa, e muitos associaram a recusa de Spence a essas acusações. A FIFA não se pronunciou oficialmente sobre o incidente.
Repercussão e debates
O gesto de Spence dividiu opiniões. Nas redes sociais, houve quem apoiasse a atitude do lateral, citando sua liberdade religiosa, e quem criticasse a exposição pública de um colega de profissão. Especialistas em direito esportivo lembram que, embora não haja regra explícita sobre cumprimentos obrigatórios, a FIFA pode avaliar condutas que prejudiquem a imagem do evento. Até o momento, nenhuma sanção foi anunciada.
O jogo terminou com vitória da Inglaterra por 2 a 0, mas o episódio pré-jogo roubou a cena e deve continuar gerando debate sobre os limites entre fé, justiça e esporte.



