IV Festival Solos do Pará começa com espetáculo 'Majé' em Santarém
Festival Solos do Pará abre com 'Majé' em Santarém

O monólogo Majé: A Voz da Floresta que Cura foi o espetáculo escolhido para abrir, na noite de sábado (1º), a quarta edição do Festival Solos do Pará. A apresentação aconteceu no Auditório Maestro Wilson Fonseca, no Campus Rondon da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, no oeste paraense.

A montagem, protagonizada pela atriz Márcia Corrêa, deu início à maratona cultural que se estende até o dia 6 de agosto. A escolha da peça já sinalizou a proposta do festival: valorizar narrativas locais e aproximar o público da cena teatral produzida na Amazônia.

Uma imersão nos saberes da floresta

Inspirado nos rios, na vegetação e nos conhecimentos tradicionais da Amazônia, o espetáculo conduz o público por uma experiência que mistura teatro, poesia, memórias, sons e aromas. Em cena, Majé é uma curandeira que dialoga com a natureza e com a ancestralidade. A narrativa traz reflexões sobre a preservação do território, o respeito às encantarias e a transmissão de saberes de geração em geração.

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Para a atriz Márcia Corrêa, a responsabilidade de abrir o festival transformou a estreia em uma noite especial. “Foi muito emocionante. Senti uma honra enorme em estrear o Festival Solos do Pará. O público esteve muito atento a tudo que foi proposto em cena e essa troca de energia foi uma maravilha. Espero que quem não conseguiu participar hoje venha prestigiar as próximas apresentações”, destacou.

Repercussão entre os espectadores

A combinação entre apuro estético e valorização dos saberes locais agradou o público presente. O engenheiro florestal Eduardo Rodrigues elogiou o início da programação e afirmou que pretende acompanhar todos os dias. “Gostei muito da abertura, do primeiro dia de espetáculo. Pretendo voltar e acompanhar todos os dias. Acho que é uma ação da cena teatral santarena muito importante. Como participante e como espectador, vejo que isso valoriza o trabalho artístico e os artistas”, avaliou.

A universitária Karina Vasconcelos destacou a força simbólica da montagem. “O que mais me chamou atenção foi a visualidade, os elementos simbólicos e a forma como a atriz ocupa esse imaginário tão local. É muito importante que Santarém tenha um festival público, gratuito e voltado ao fortalecimento do teatro”, ressaltou.

Direção e coordenação celebram a abertura

O diretor da montagem, Alenilson Ribeiro, avaliou que o festival cumpre o papel de unir artistas e comunidade por meio da arte. “O festival já é um sucesso porque chega à quarta edição reunindo artistas e promovendo troca de experiências. ‘Majé’ fala sobre encantarias, respeito, cuidado com a natureza e com as pessoas. O teatro tem esse poder de transformar e provocar reflexões”, afirmou.

O coordenador do evento, Elder Aguiar, também celebrou o resultado da primeira noite. “A primeira noite foi muito boa. Tivemos um espetáculo belíssimo da Márcia Corrêa, que retrata a força da mulher amazônica por meio das encantarias e das lendas. Esse festival é importante para os artistas e para toda a comunidade”, enfatizou.

Próximas atrações e atividades gratuitas

Na sequência, a programação reserva o espetáculo Não Tem Segredo, com o ator Danilo Brack, previsto para o domingo (2). A agenda do IV Festival Solos do Pará segue até a próxima quarta-feira, dia 6 de agosto, com apresentações variadas e acesso gratuito.

Além dos espetáculos teatrais, o projeto oferece oficinas e atividades culturais sem custo para a população, reunindo artistas e profissionais das artes cênicas de Santarém e de Belém. A iniciativa reforça o papel do teatro como ferramenta de transformação social e de circulação da produção cultural paraense.

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