O carioca Pedro Nazar, de 38 anos, trocou a área da saúde pelo mercado de arte e acaba de inaugurar no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro, uma filial da galeria portuguesa Femaluma. O espaço, que já está em funcionamento, apresenta um acervo global, com representação de artistas de diversos países, incluindo Brasil, Mali e Coreia do Sul.
Da saúde para a arte: a virada de Pedro Nazar
Formado na área da saúde, Nazar nunca imaginou que se tornaria galerista. Durante a juventude, visitava museus europeus sem grande interesse. Foi apenas mais tarde que desenvolveu a paixão pela arte. "A arte é uma espécie de droga. Você fica entorpecido ao entrar", disse Nazar, em entrevista, ao abrir a nova galeria. Hoje, ele admite que ainda está aprendendo a negociar suas obras e a lidar com o mercado.
A galeria Femaluma e seu acervo global
A Femaluma começou em Portugal e agora expande para o Rio de Janeiro, trazendo um portfólio diversificado. O espaço reúne artistas de diferentes continentes, como nomes do Mali, na África, e da Coreia do Sul, na Ásia, além de brasileiros. A proposta é oferecer ao público carioca um contato com produções contemporâneas de várias partes do mundo, valorizando a diversidade cultural.
O Jardim Botânico como cenário
O bairro Jardim Botânico é conhecido por abrigar o histórico Jardim Botânico do Rio de Janeiro e por ser um polo cultural e residencial. A escolha do local reforça a intenção de atrair um público apreciador de arte e natureza. A galeria ocupa um espaço amplo, projetado para exposições e eventos. A inauguração marca a expansão internacional da Femaluma, que aposta no mercado brasileiro como um novo centro de arte contemporânea.
Perspectivas e aprendizado
Sobre o futuro, Nazar mostra cautela. Reconhece que a transição para o mundo da arte foi um desafio. "Ainda estou aprendendo a negociar", afirmou. Ele espera que a galeria se torne uma referência no Rio, tanto para colecionadores quanto para o público em geral. Com um elenco de artistas de lugares tão distintos, a Femaluma promete movimentar a cena artística local com novas influências.



