O Museu Nacional reabre suas portas ao público pela primeira vez desde o incêndio de 2018, que destruiu o prédio histórico e seu acervo de mais de 20 milhões de itens. A programação especial “Entre Gigantes: uma experiência no Museu Nacional” acontece de terça a domingo, até 31 de agosto, com entrada franca e ingressos disponíveis na plataforma Sympla.
Os visitantes poderão testemunhar os avanços no restauro do palácio, reencontrar o icônico meteorito Bendegó e conhecer uma nova peça: o esqueleto de um cachalote de 15,7 metros de comprimento, afixado na nova claraboia do edifício. A exposição articula natureza, patrimônio e arte em três ambientes.
O trajeto começa na entrada principal com o meteorito Bendegó, símbolo de resistência por ter resistido às chamas. A pedra de 5,6 toneladas foi encontrada em 1784 na Bahia e levada ao Museu Nacional a mando do imperador Dom Pedro II em 1888. A peça está acompanhada de obras do artista visual wapichana Gustavo Caboco.
No pátio da escadaria monumental, o esqueleto do cachalote é destaque. A preparação durou cerca de dois meses, com restauro e içamento de peças que somam três toneladas. O esqueleto é uma das novidades do acervo, que chegou a cerca de 14 mil peças após campanha de recomposição. O Museu lançou uma campanha para que a população batize o exemplar, o maior da espécie exibido na América do Sul.
A terceira sala é dedicada à história do Museu e à reconstrução do palácio, com peças do acervo original sobrevivente, como duas esculturas de mármore de Carrara, ornamentos artísticos e imagens da obra. A exposição foi realizada em parceria com o Projeto Museu Nacional Vive, uma cooperação entre UFRJ, UNESCO e Instituto Cultural Vale.
O diretor do museu, Alexander Kellner, destacou o momento histórico e a resiliência dos trabalhadores. Lucia Basto, gerente executiva do projeto, afirmou que será possível apreciar elementos artísticos restaurados que estavam encobertos por tinta antes do incêndio.



