Globo estreia 'A Nobreza do Amor', novela afro-brasileira sobre ancestralidade
Globo estreia 'A Nobreza do Amor', novela afro-brasileira sobre ancestralidade

A TV Globo prepara a estreia de 'A Nobreza do Amor', nova novela das seis, escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr. A trama se passa nos anos 1920, entre o reino fictício de Batanga, na África, e a cidade também fictícia de Barro Preto, no Rio Grande do Norte, ponto brasileiro mais próximo do continente africano.

A história começa quando o tirano Jendal, primeiro vilão interpretado por Lázaro Ramos, conquista o reino de Batanga por meio de um golpe. A rainha Niara (Erika Januza) e a princesa Alika (Duda Santos) fogem para o Brasil, onde passam a se chamar Vera e Lúcia. Lá, enfrentam o racismo e uma nova forma de governo, enquanto buscam justiça para si e para sua terra.

O romance central une a princesa Alika ao trabalhador Tonho (Ronald Sotto), mas o bon-vivant Mirinho (Nicolas Prattes) tenta impedir o casal. A novela terá 203 capítulos e alternará entre as tramas em Batanga e Barro Preto. O elenco inclui ainda Cássio Gabus Mendes, Thereza Fonseca, André Luiz Miranda, Danton Mello, Zezé Motta, Rita Batista, Fabiana Karla, Marcelo Médici, Bukassa Kabengele e Paulo Lessa.

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Os autores explicam que a novela busca mostrar a nobreza africana, contrastando com representações comuns de um continente pobre e escravizado. 'A ancestralidade será mostrada por meio da nobreza africana. Buscamos esse ineditismo: falar sobre uma África nobre, com cultura, história e ritos de nobreza', afirma Duca Rachid. Júlio Fischer destaca que a obra propõe repensar o Brasil por meio de uma novela de época, enquanto Elísio Lopes Jr. ressalta o caráter sincrético da trama, refletindo a sobrevivência das religiões de matriz africana no país.

A novela também aborda o racismo de forma direta, com respostas às situações de preconceito no mesmo capítulo. As protagonistas, como refugiadas, trocam de nome ao chegar ao Brasil e lidam com o choque cultural e a perda de status. 'Alika era uma princesa que tinha uma responsabilidade muito grande com seu povo. Será um choque para ela', comenta Fischer. A estreia está prevista para substituir a atual novela das seis.

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