A violonista paulista Gabriele Leite, de 28 anos, radicada em Nova York desde 2021, abriu na noite de 4 de abril a sétima edição do Queremos! Festival! no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Formada em violão clássico e natural de Cerquilho (SP), a instrumentista apresentou um repertório de 12 temas que transitaram entre o erudito e o popular, conquistando a plateia com técnica, sentimento e simpatia.
O show começou com duas peças da compositora Lina Pires de Campos, 'Prelúdio nº 2' e 'Ponteio e Toccatina', ambas do álbum 'Gunûncho' (2025), no qual Gabriele destaca a produção feminina. A violonista lembrou que o violão clássico é historicamente um território masculino. Em seguida, tocou dois temas de Chiquinha Gonzaga: o maxixe 'Corta-jaca' (1895) e a modinha 'Lua branca' (1912).
Do primeiro álbum, 'Territórios' (2023), vieram 'Ritmata', de Edino Krieger, e 'Melodia sentimental', de Heitor Villa-Lobos, esta última inserida em uma suíte que incluiu 'Estudo nº 11' e 'Mazurka-choro'. A apresentação também teve o coco 'Bate-coxa', de Marco Pereira, o samba 'Lamentos do morro', de Garoto, e dois choros de Dilermando Reis: 'Dr. Sabe tudo' e 'Se ela perguntar'.
Gabriele Leite foi a atração de abertura do show do cantor Zeca Veloso, que lançava o álbum 'Boas novas'. Ao final, recebeu aplausos de pé de um público que, em grande parte, a conhecia apenas de ouvir falar. A instrumentista, que já não é mais uma promessa, consolidou-se como um dos grandes talentos do violão brasileiro.



