No país de Garrincha e Oscarito, o sofrimento de ópera italiana não cabe no futebol. A coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada na seção de Cultura, traz uma reflexão sobre o estilo de jogo que tem sido adotado no Brasil, contrastando com a tradição do 'beautiful game'.
O contraste entre a pelada de rua e o técnico italiano
A ilustração que acompanha o texto mostra a pelada de rua e o técnico italiano, simbolizando a tensão entre a espontaneidade do futebol brasileiro e a rigidez tática importada. Para o autor, o futebol brasileiro perdeu sua essência ao tentar imitar estilos europeus, especialmente o italiano, que prioriza o resultado sobre o espetáculo.
Crítica à 'opera italiana' no futebol
O colunista argumenta que o sofrimento e a dramaticidade típicos da ópera italiana não combinam com a alegria e a criatividade que sempre caracterizaram o futebol brasileiro. 'No país de Garrincha e Oscarito, o sofrimento de ópera italiana não cabe no futebol', escreve, defendendo o retorno a um jogo mais leve, técnico e divertido.
Apelo ao 'beautiful game'
A coluna é um manifesto em favor do 'beautiful game', expressão que remete ao futebol-arte praticado por craques como Garrincha e Pelé. Para o autor, a obsessão por resultados imediatos e a influência de técnicos estrangeiros têm sufocado a identidade do futebol brasileiro. 'Para voltar ao 'beautiful game', é preciso resgatar a essência do nosso futebol', conclui.



