O Carnaval do Maranhão 2026, que reuniu mais de 5,4 milhões de pessoas nos circuitos oficiais em São Luís, encerrou-se sem registro de crimes graves, como homicídio, feminicídio, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte, segundo balanço da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). O secretário Maurício Martins apresentou os dados em coletiva ao lado de comandantes das forças de segurança.
Em São Luís, epicentro da folia, não houve apreensão de armas de fogo ou drogas dentro dos circuitos oficiais. Os roubos e furtos de celulares caíram 40% em relação a 2025, passando de 116 para 70 ocorrências. Destaque para os roubos de celular, que tiveram redução de 98%: de 41 casos em 2025 para apenas um em 2026.
O esquema de segurança contou com câmeras de videomonitoramento equipadas com reconhecimento facial, drones e monitoramento aéreo em tempo real. Uma base avançada do Centro Integrado de Operações de Segurança foi instalada na Avenida Litorânea, onde 35 câmeras auxiliaram na prisão de sete pessoas com mandados em aberto. O sistema emitia alertas automáticos ao detectar rostos no banco de dados.
Na primeira noite, dois suspeitos foram presos: um homem por débito de pensão alimentícia e outro investigado por homicídio em Turilândia. No sábado, uma mulher condenada por roubo, que descumpria regras do regime semiaberto, foi identificada e detida. Ao todo, a Polícia Militar realizou 57.112 abordagens no estado, recuperou 22 veículos, efetuou 66 prisões em flagrante e cumpriu 12 mandados.
Foram apreendidas 85 armas brancas, seis armas de fogo e quase três quilos de drogas em áreas próximas aos circuitos. A operação mobilizou 8 mil agentes, com 4 mil policiais apenas na capital, distribuídos nos circuitos Vem Pro Mar e Vem Pra Madre. Cerca de 700 viaturas e quatro aeronaves realizaram patrulhamento contínuo.



