Cantar em estádios é como experiência religiosa, diz estudo sobre hinos da Copa
Cantar em estádios é como experiência religiosa, diz estudo

Um estudo recente revelou que cantar em estádios lotados, como ocorre com hinos como 'Take Me Home, Country Roads' e 'Wonderwall', provoca uma 'efervescência coletiva' comparável a experiências religiosas. A pesquisa, conduzida por neurocientistas e antropólogos, analisou a atividade cerebral e o comportamento de torcedores durante partidas da Copa do Mundo.

O fenômeno dos hinos nos estádios

Músicas como 'Country Roads', de John Denver, e 'Wonderwall', da banda Oasis, tornaram-se verdadeiros hinos entre torcidas. Na Copa do Mundo, a canção de Denver é entoada por milhares de fãs, criando um momento de união. 'Quando você canta num estádio com milhares de pessoas, é semelhante a uma experiência religiosa', afirmou o Dr. Carlos Mendez, coordenador do estudo.

Base científica da efervescência coletiva

O termo 'efervescência coletiva' foi cunhado pelo sociólogo Émile Durkheim e descreve a energia compartilhada em rituais de grupo. No estudo, os pesquisadores monitoraram 50 voluntários durante jogos, medindo batimentos cardíacos e ondas cerebrais. Os resultados mostraram que cantar em uníssono libera ocitocina, o 'hormônio do vínculo', e ativa áreas do cérebro associadas à euforia. 'Todo mundo adora, porque isso nos faz sentir parte de algo maior', explicou a antropóloga Sarah Jenkins.

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Impacto na experiência dos torcedores

Além de 'Country Roads', a torcida inglesa popularizou 'Wonderwall' como seu canto coletivo. A música, originalmente dos anos 90, ganhou nova vida nos estádios. 'É incrível como uma canção pode unir estranhos em um propósito comum', disse o torcedor britânico James Whitfield. O estudo sugere que esses momentos fortalecem a identidade do grupo e aumentam a satisfação com o evento esportivo.

Implicações para o futuro

Os pesquisadores acreditam que os achados podem ser aplicados em outros contextos, como shows e eventos políticos. 'Entender a efervescência coletiva ajuda a criar experiências mais significativas', concluiu o Dr. Mendez. A pesquisa foi publicada na revista 'Neuroscience of Sport' e já gerou debates entre organizadores de eventos.

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