Sam Neill, astro de Jurassic Park, morre aos 78 anos na Austrália
Sam Neill, de Jurassic Park, morre aos 78 anos

Sam Neill, o ator neozelandês que interpretou o paleontólogo Dr. Alan Grant no sucesso de bilheteria "Jurassic Park" e participou de mais de 50 filmes, morreu aos 78 anos. A morte ocorreu em Sydney, conforme comunicado da família divulgado nas redes sociais. A nota informa que o falecimento "foi repentino e inesperado, mas abençoado pelo fato de Sam ter permanecido livre do câncer". Em abril, Neill havia anunciado que estava livre do câncer após uma batalha pública contra um câncer no sangue.

Carreira versátil e papéis marcantes

Descrito pelos críticos como "versátil" e "confiável e excelente", Neill conquistou papéis importantes em diversos gêneros. Entre eles, um oficial de submarino no thriller de ação de 1990 "A Caçada ao Outubro Vermelho" e o anticristo em "A Profecia III – O Conflito Final", de 1981. Ele também interpretou inúmeros maridos angustiados, incluindo ao lado de Holly Hunter no filme vencedor do Oscar "O Piano" (1993) e ao lado de Meryl Streep em "Um Grito no Escuro", de 1988.

Infância e início da carreira

Nascido Nigel John Dermot Neill em Omagh, na Irlanda do Norte, mudou-se para a Nova Zelândia aos sete anos, quando seu pai, um neozelandês, se aposentou do Exército e quis voltar para casa. Aos 11 anos, mudou seu nome para Sam. Em suas memórias de 2023, "Did I ever tell you this?", escreveu que "chegar à escola primária com um sotaque afetado e o nome Nigel era pedir por problemas". Sam era "fácil de pronunciar, soa amigável, tem um tom meio 'masculino' e lembra um pouco um labrador", escreveu.

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Neill se descreveu como um menino desajeitado, nerd, pouco esportivo e gago, mas foi na escola que deu seus primeiros passos rumo à atuação, conquistando papéis secundários em peças escolares. "Eu gostava de fazer as pessoas rirem", escreveu no livro.

O grande salto e o amor pela Nova Zelândia

A grande chance veio com o filme neozelandês de baixo orçamento "Sleeping Dogs" (1977), que lhe rendeu atenção suficiente para receber ofertas de papéis em filmes de maior orçamento na vizinha Austrália. Mesmo com o aumento da fama, continuou voltando à Nova Zelândia para trabalhar. Em seu país, talvez tenha sido mais adorado por seu papel como o rabugento Hector no filme "Hunt for the Wilderpeople" (2016), dirigido por Taika Waititi.

O quase James Bond e o reconhecimento

Neill perdeu a chance de se tornar um megaastro em meados da década de 1980, quando fez um teste para o papel de James Bond, mas disse que não estava com o coração nisso. "Você nunca quer ser o Bond que ninguém gosta — esse é um destino pior do que a morte", disse em um programa matinal australiano.

Foi indicado a três prêmios Globo de Ouro e dois Primetime Emmys. Ganhou três prêmios da televisão australiana, incluindo um em 2025 por "The Twelve". Em 2022, recebeu o título de cavaleiro por sua contribuição excepcional ao cinema, após anos recusando a honraria. "Atuar pode parecer fácil, mas na verdade é muito difícil. Na verdade, se parece fácil, significa que o ator está fazendo algo muito difícil, e muito bem", afirmou.

Vida pessoal e legado

O ator, que se casou e se divorciou duas vezes, passou grande parte de seus últimos anos na Austrália e em seu vinhedo em Central Otago, na Nova Zelândia. Deixa dois filhos e duas filhas.

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