O cineasta brasileiro Carlos Alberto de Jesus morreu nesta quarta-feira (23) em São Paulo, aos 78 anos, vítima de complicações cardíacas. Ele deixa um legado de 40 filmes, entre longas e curtas, que marcaram o cinema nacional desde os anos 1970.
Trajetória e contribuições ao cinema
Nascido em 1948 em Salvador, Bahia, Carlos Alberto iniciou a carreira como assistente de direção de Glauber Rocha. Seu primeiro longa-metragem, "O Cangaceiro do Futuro" (1972), foi premiado no Festival de Brasília. Ao longo de cinco décadas, dirigiu 15 longas e 25 curtas, abordando temas sociais e históricos do Brasil.
Segundo a Associação Brasileira de Cinema (ABRACINE), "Carlos Alberto foi um dos pioneiros do cinema independente, com obras que dialogavam com a realidade do povo brasileiro".
Reconhecimento e prêmios
Recebeu três vezes o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Gramado, pelos filmes "Terra em Transe" (1985), "O Último Grito" (1992) e "Nordeste Sangrento" (2005). Em 2015, foi homenageado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura.
Legado e influência
Seus filmes são estudados em universidades brasileiras e estrangeiras. A pesquisadora Maria Helena Pereira, da USP, afirma: "Carlos Alberto deixou uma marca indelével no cinema brasileiro, influenciando gerações de cineastas com sua linguagem inovadora".
O velório ocorre nesta quinta-feira (24) no Memorial da América Latina, em São Paulo, das 10h às 17h. O enterro será no Cemitério do Morumbi, às 18h.



