Em um novo documentário intitulado 'Nem tudo é paz e amor', que estreia no festival In-Edit Brasil, o diretor Betão Aguiar explora a infância dos filhos de ícones da música brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee e os Novos Baianos. A obra mergulha nas memórias de crescer em meio ao movimento do desbunde, uma época de liberdade criativa e questionamento social.
Dor e delícia de ser criança nos anos de chumbo
O filme reúne depoimentos de Moreno Veloso, filho de Caetano, e outros herdeiros musicais, que compartilham as alegrias e os desafios de ter pais que eram considerados 'sem-sofá' – termo usado para descrever artistas que viviam à margem do convencional. Betão Aguiar, que também viveu essa realidade, comenta: 'Os pais da gente erraram, mas tentando fazer o melhor. Os pais caretas também erravam, mas eram os primeiros a querer esconder'.
Uma perspectiva única sobre a contracultura
O documentário não apenas celebra a herança musical, mas também expõe as complexidades emocionais de crescer em lares onde a arte e a política se misturavam. As crianças daquela geração testemunharam de perto a repressão da ditadura militar, mas também experimentaram uma liberdade que poucos tiveram. 'Nem tudo é paz e amor' sugere que, por trás do glamour, havia dor e sacrifício.
A estreia no In-Edit Brasil promete emocionar o público ao trazer à tona histórias pessoais que moldaram a cultura brasileira. Com imagens de arquivo e entrevistas íntimas, o filme é um retrato sincero de uma época que ainda ecoa no presente.



